Capela Novas e Walter Gomes são alvos de inquérito do Gaeco; suspeitas surgiram após apreensão de materiais durante a Sevandija
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público abriu uma investigação contra os vereadores Capela Novas (PPS) e Walter Gomes (PTB). A suspeita é de que ambos desviavam parte dos salários de funcionários comissionados de seus gabinetes.
Vereadores afastados e novas investigações
Capela Novas e Walter Gomes estão afastados dos cargos desde 1º de setembro, quando foi deflagrada a primeira fase da Operação Sevandija. Eles são dois dos nove vereadores acusados de corrupção, recebimento de propina e indicação de cabos eleitorais para cargos terceirizados na prefeitura em troca de apoio político à prefeita. O Gaeco investiga outras pessoas envolvidas no esquema, incluindo funcionários da Câmara Municipal.
Solicitação de informações à Câmara
O Gaeco solicitou à Câmara Municipal explicações sobre as normas de contratação de servidores comissionados, o controle de jornada de trabalho e dados de todos os comissionados, incluindo cópias de holerites. A presidente interina da Câmara, Glau de Berenice, confirmou ter sido notificada.
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Defesas dos vereadores
A advogada de Capela Novas, Maria Claudia Seixas, não foi localizada para comentar. Anteriormente, ela havia negado o envolvimento do vereador em esquemas de corrupção, afirmando que apresentou defesa à justiça. O advogado de Walter Gomes, Júlio Mocin, disse não ter acesso à investigação e, por isso, não pode se manifestar. Capela Novas e Walter Gomes, juntamente com outras pessoas investigadas, devem apresentar informações solicitadas até sexta-feira.
As investigações do Gaeco continuam em andamento, buscando esclarecer completamente o esquema de desvio de recursos públicos e responsabilizar todos os envolvidos.



