Inicialmente, unidade disse que ele teve AVC, mas laudo do IML aponta pancada na cabeça
A morte de Van der Sonsanto Silva, um adolescente de 16 anos que estava internado na Fundação Casa de Ribeirão Preto, está envolta em controvérsia. Inicialmente tratada como um mal súbito, a causa da morte atrásra é apontada como traumatismo cranioencefálico, resultado de uma agressão sofrida dentro da unidade.
Agressão e Atendimento Médico
Segundo Márcio Eduardo de Paula, diretor regional da Fundação Casa, Van der Sonsanto foi vítima de espancamento por outros internos no dia 27 de fevereiro. Após o incidente, o adolescente foi levado para atendimento médico na unidade da Vila Virgínia no dia 6 de março, oito dias após a agressão. O diretor inicialmente descartou a hipótese de briga entre internos como causa da morte, alegando que o jovem passou mal com vômitos e dor de cabeça, sendo encaminhado à UPA da Vila Virgínia, onde foi diagnosticado com um aneurisma que evoluiu para uma parada cardíaca.
Contradições e Investigação
A versão inicial da Fundação Casa, de que a morte teria sido causada por um derrame cerebral, foi desmentida pelo laudo do médico legista João Batista da Costa Figueiredo Vicente, que constatou traumatismo cranioencefálico e hematomas pelo corpo, indicando agressão física. A Polícia Civil já identificou e ouviu os agressores. O promotor da Infância e Juventude de Ribeirão Preto, Marcelo Pedroso Goulart, solicitou uma sindicância para apurar os fatos e tomar as medidas cabíveis.
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Indignação e Falta de Transparência
O juiz da Infância e Juventude, Paulo César Gentili, expressou indignação por não ter sido informado sobre a morte do adolescente, apesar de ter conhecimento da briga e da internação. Ele criticou a falta de zelo e transparência da administração da Fundação Casa, ressaltando que a unidade já foi alvo de investigações por denúncias de agressão e condições precárias. Uma tia do adolescente relatou que ele se queixava de agressões por outros internos.
O caso levanta sérias questões sobre a segurança e o tratamento dos jovens na Fundação Casa, bem como a transparência das informações prestadas às autoridades e à sociedade.



