Doze unidades móveis do SAMU estão na oficina e apenas 14 operando normalmente
Em Ribeirão Preto, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi instaurada na Câmara Municipal para investigar a paralisação de 12 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A situação, que preocupa a população e autoridades, envolve questionamentos sobre a aplicação de recursos públicos destinados à manutenção da frota.
CPI investiga paralisação de ambulâncias
A CPI deve convocar o ex-superintendente do SAMU, Marcelo Dinardi, e representantes da Secretaria de Saúde para prestar esclarecimentos. O relator da CPI, Orlando Pessoche, afirma que a comissão está ciente de que parte do problema se originou em gestões anteriores, envolvendo licitações já realizadas. A Secretaria de Saúde precisa apresentar soluções imediatas para o problema e esclarecer como os recursos foram utilizados, responsabilizando os culpados.
Ministério Público também apura o caso
Além da CPI, o Ministério Público abriu um inquérito civil para apurar possível ato de improbidade administrativa. O promotor da cidadania, Sebastião Sérgio da Silveira, notificou o secretário de Saúde, Sandro Escarpelini, para prestar esclarecimentos por escrito. O Ministério Público não descarta a possibilidade de uma ação civil pública. João Luiz Passadua, especialista em administração pública, considera a iniciativa importante e destaca a necessidade de agilidade na resolução do problema para restabelecer a frota de ambulâncias.
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Prefeitura afirma que atendimento não está comprometido
Apesar da gravidade da situação, o prefeito de Ribeirão Preto afirma que, mesmo com as ambulâncias paradas, o SAMU opera acima do número mínimo de veículos exigido pelo Ministério da Saúde (15 ambulâncias). Segundo ele, o atendimento à população não está comprometido, com veículos em manutenção e outros aguardando documentação. A frota em operação, somada às reservas, garante a cobertura necessária, segundo a prefeitura. Apesar das tentativas, não foi possível obter um posicionamento do promotor da cidadania, Sebastião Sérgio da Silveira.



