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MP irá avaliar legalidade de corte de árvores em Ribeirão

Corte drástico realizado na Via Alfredo Ravanelli, de acordo com a Prefeitura, foi feito porque oferecia risco aos motoristas
corte de árvores
Corte drástico realizado na Via Alfredo Ravanelli, de acordo com a Prefeitura, foi feito porque oferecia risco aos motoristas

Corte drástico realizado na Via Alfredo Ravanelli, de acordo com a Prefeitura, foi feito porque oferecia risco aos motoristas

Nesta sexta-feira (16), um fato gerou polêmica em Ribeirão Preto: o corte de 16 árvores localizadas em um muro de condomínio na Avenida Alfredo Ravanelli, no Parque dos Servidores, zona leste da cidade.

Risco de Queda e Erosão

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, a extração foi autorizada após estudos que apontaram risco de queda das árvores devido à proximidade com um barranco em processo de erosão. A prefeitura informou que já houve um registro de morte na via causada pela queda de uma dessas árvores.

Investigação e Ação Civil

Apesar da justificativa da prefeitura, o promotor de Habitação e Urbanismo, Van der Leitere, anunciou a abertura de uma ação civil pública para investigar o caso. Ele questiona a fundamentação técnica da autorização e busca entender se houve embasamento técnico para o corte. O promotor também solicitou à prefeitura informações sobre todos os cortes previstos pela administração nos próximos meses.

Proposta de Arbolização e Compensação Ambiental

Em meio à polêmica, surge a proposta de um projeto de arborização urbana para Ribeirão Preto, visando evitar cortes futuros. O promotor cita exemplos de cidades como Cravinhos, Curitiba e Maringá como modelos de planejamento de arborização. Ele defende o plantio correto, respeitando o espaçamento adequado e utilizando espécies nativas e exóticas. Recentemente, o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou constitucional um projeto que obriga a compensação ambiental antes da extração de árvores, aprovado na Câmara Municipal e anteriormente vetado pelo prefeito. Este projeto foi motivado pela poda de 1.300 árvores pela CPFL e ainda precisa ser sancionado. A situação é ainda mais grave devido ao achado de cinco macacos sagüis mortos em sacolas plásticas no local, fato registrado em boletim de ocorrência pela Polícia Ambiental.

O episódio levanta questionamentos sobre a gestão ambiental na cidade e a necessidade de um planejamento mais eficiente e transparente para a preservação da arborização urbana.

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