Promotoria também esclareceu que tem dois inquéritos abertos desde antes da Operação Sevandija para apurar terceirizações
Documentos apreendidos pela Polícia Federal e pelo Gaeco durante a Operação Sevandija revelam a possível participação de vereadores eleitos e ex-secretários em esquemas de indicações para cargos na Prefeitura de Ribeirão Preto. Os documentos, encontrados na sala do diretor financeiro da Codep, Ricardo Ribeiro, já eram do conhecimento do Ministério Público, que havia alertado o Tribunal de Contas sobre irregularidades em contratos de terceirização.
Apadrinhamento Político em Foco
Os documentos apontam o ex-prefeito Marinho Sampaio e o ex-secretário da Cultura, Alessandro Maraca, como padrinhos políticos de 14 funcionários da Atmosfera. Marinho Sampaio teria indicado 11 pessoas com salários entre R$ 2.700 e R$ 5.500, enquanto Alessandro Maraca teria indicado três pessoas para cargos no Daerp e na Secretaria de Governo.
Investigação em Andamento
O promotor responsável pelo caso informou que dará prosseguimento às investigações para verificar se as indicações configuram crime de improbidade administrativa. O foco é determinar se houve favorecimento indevido e se os indicados possuíam as qualificações necessárias para os cargos.
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Defesa dos Citados
Em nota, Marinho Sampaio confirmou ter encaminhado diversos currículos, alegando que a sugestão de funcionários sempre foi papel dos vice-prefeitos e que não obteve benefício pessoal. Ele também afirmou que a participação dos indicados em campanhas políticas era de livre iniciativa e fora do horário de trabalho. Alessandro Maraca negou o apadrinhamento, argumentando que os funcionários indicados eram necessários para a administração.
As investigações continuam para esclarecer as responsabilidades e determinar se houve irregularidades nas indicações para cargos na Prefeitura de Ribeirão Preto.



