MP mira cinco postos suspeitos de ligação com o crime organizado na região de Ribeirão Preto
Cinco postos de combustíveis nas cidades de Ribeirão Preto e Franca estão sob investigação do Ministério Público, devido a suspeitas de envolvimento com o crime organizado. O foco principal das investigações é Pedro Furtado Goveianeto, proprietário de mais de 50 postos de combustíveis no estado de São Paulo, inclusive um com a marca do Corinthians na zona leste da capital.
A Influência de Pedro Furtado Goveianeto na Região
Além dos postos já conhecidos, Pedro Furtado Goveianeto possui outros quatro estabelecimentos na região. Em Franca, ele mantém dois postos, um localizado na Rua Miguel Sábio de Mello, nos Jardins Santana, e outro na Avenida Doutor Hélio Palermo, na Estação. Em Ribeirão Preto, embora sua presença física seja menos frequente, ele possui postos na Avenida da Saudade e na Rua Capitão Salomão. As informações que o Ministério Público detém sobre suas atividades são consideradas sigilosas.
Esquema de Lavagem de Dinheiro e Outros Envolvidos
A investigação revelou que uma organização criminosa operava em conjunto com redes de postos e distribuidoras de combustíveis para lavar dinheiro. Waldemar de Bortoli Jr., proprietário da Red Sol e de um posto na Avenida Independência em Ribeirão Preto, também está sendo investigado. Waldemar nega qualquer envolvimento em atividades ilegais, afirmando que a Red Sol opera dentro da legalidade e que em breve será retirado da investigação. Os supostos líderes do esquema criminoso, Mohamed Usain Murad e Roberto Augusto Leime da Silvaneto (conhecido como Beto Loucos), estão foragidos. Waldemar admitiu ter tido contato profissional com Mohamed, que operava uma distribuidora de combustíveis em Jardinópolis, mas que a empresa já encerrou suas atividades.
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Prejuízos aos Consumidores e ao Governo
Os promotores de justiça responsáveis pelas investigações apontam que o esquema prejudicava os motoristas, que abasteciam seus veículos com combustível adulterado com metanol, danificando os motores. Além disso, o governo federal sofria perdas com a sonegação de impostos. Os valores pagos pelos consumidores nas máquinas de cartão eram desviados para instituições financeiras ligadas ao crime organizado, impedindo que chegassem à Receita Federal. Uma das empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro, segundo o Ministério Público, foi a BK Instituição, fundada em Ribeirão Preto em 2012 e localizada na Avenida Plínio de Castro Prado.
Não foi possível contactar representantes da Vale Distribuidora de Combustíveis ou os responsáveis pelos postos de Franca e Ribeirão Preto pertencentes a Pedro Furtado Goveia.



