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MP não aceita relatório emitido pela Prefeitura sobre reformas no CAIC Antônio Palocci

Promotor Naul Felca afirma que dos 15 itens que apresentavam irregularidades, quase todos ainda seguem em obras
reformas CAIC Antônio Palocci
Promotor Naul Felca afirma que dos 15 itens que apresentavam irregularidades, quase todos ainda seguem em obras

Promotor Naul Felca afirma que dos 15 itens que apresentavam irregularidades, quase todos ainda seguem em obras

A Escola Caíque Antônio Palosso, em Ribeirão Preto, permanece interditada, impossibilitando que os 780 alunos retornem às aulas, que estão suspensas desde 27 de março. A decisão judicial se baseia em riscos de incêndio constatados em vistoria.

Laudo Técnico e Divergências

Um laudo técnico elaborado por engenheiros para o Ministério Público apontou que o prédio não está em condições de receber alunos e funcionários. Apesar da prefeitura afirmar que a reforma estava concluída e ter permitido o retorno dos alunos por um período, o Ministério Público discordou, alegando divergências em relação ao relatório da Secretaria da Educação. De acordo com o promotor, dos 15 itens de reparo necessários, quase todos ainda estavam em andamento.

Prejuízos Pedagógicos e Possíveis Sanções

A situação compromete o aprendizado dos alunos, que já acumulam mais de 50 dias sem aulas. A previsão de término das obras é para o final de maio. O promotor afirma que o Ministério Público irá impor penalidades à prefeitura, incluindo multas pelo descumprimento da ordem judicial de reparos em 15 dias e a possibilidade de ações por improbidade administrativa contra o prefeito e o secretário municipal da Educação. Há ainda a suspeita de que a Secretaria da Educação tenha cancelado uma licitação para manutenção elétrica por mais de R$ 200 mil.

Necessidade de Ações Imediatas

O promotor ressalta a urgência de a prefeitura rever sua postura e tomar medidas para solucionar os problemas de segurança nas escolas. A prefeitura, em nota, afirmou ter corrigido alguns apontamentos do Ministério Público no fim de semana, mas não detalhou os próximos passos nem se pronunciou sobre as faltas dos alunos. A situação demonstra a necessidade de ações imediatas para garantir a segurança e o direito à educação dos estudantes.

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