Pedido dos advogados de defesa se baseiam no processo de Maria Lúcia Pandolfo que teve a liberdade concedida
O Ministério Público Federal (MPF) se posicionou contrariamente aos pedidos de habeas corpus de seis réus da Operação Cervandija, encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão final sobre as liminares caberá ao ministro Celso de Mello, relator do processo.
Pedidos de Habeas Corpus
Os pedidos de habeas corpus foram apresentados por Marco Antônio dos Santos (ex-secretário de administração), Laílo Quezzi Júnior (ex-chefe da Casa Civil), Angelo Invernizzi (ex-secretário de educação), Walter Gomes (ex-presidente da Câmara), Sandro Rovani (ex-advogado e sindicalista dos servidores) e Davimã Sorkuri (ex-supreintendente da Coderp). Todos são acusados de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, em ação que investiga a indicação de cargos terceirizados na prefeitura, favorecendo licitações e pagamentos de propina.
Situação dos Réus
Marco Antônio dos Santos e Sandro Rovani estão presos preventivamente desde março. Walter Gomes encontra-se preso desde dezembro de 2022. Laílo Quezzi Júnior, após cirurgia, permanece preso. Angelo Invernizzi e Davimã Sorkuri foram presos em maio, assim como a prefeita de Siqueira Campos. Maria Lúcia Panduro, única a ter sido solta em outubro pelo STF, teve seu pedido de liberdade baseado na alegação de que não estava relacionada ao núcleo principal do esquema de corrupção, mas sim ao núcleo operacional.
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Decisão do MPF
Para a subprocuradora-geral da República, Claudia Sampaio Marques, a participação dos réus que solicitaram liberdade não se assemelha à de Maria Lúcia Panduro. O MPF reforça a decisão do STF que diferencia a ex-funcionária da Coderp dos demais acusados, mantendo-os presos.
A decisão final sobre os pedidos de habeas corpus ainda aguarda julgamento pelo ministro relator.



