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MP notifica CPFL para esclarecer constantes quedas de energia

Só no mês de novembro foram três apagões na região, sendo que o último dele afetou 65 pessoas
quedas de energia
Só no mês de novembro foram três apagões na região, sendo que o último dele afetou 65 pessoas

Só no mês de novembro foram três apagões na região, sendo que o último dele afetou 65 pessoas

O aumento expressivo nos preços da eletricidade tem impactado significativamente o orçamento da população brasileira. Em 2015, as contas de luz registraram altas de até 52%, e, apesar do custo elevado, as reclamações contra as companhias de energia persistem.

Oscilações e Quedas de Energia: Prejuízos e Reclamações

Cidades como Franca e Ribeirão Corrente têm enfrentado oscilações e quedas de energia frequentes desde outubro, resultando em prejuízos para a produção e queima de aparelhos. Carlos Amboni Neto, diretor-presidente da CPFL, atribui os problemas a mudanças na rede, como a linha que liga Franca a São Joaquim da Barra.

Segundo Amboni Neto, a construção de um novo circuito com a rede energizada é um processo complexo e delicado, realizado com 138 mil volts energizados, o que, infelizmente, tem provocado interrupções. No entanto, o promotor de Franca, Murilo César Lemos Jorge, argumenta que a companhia deveria ter se preparado melhor para as adaptações.

Ações Legais e Investigação

O promotor Murilo César Lemos Jorge informou que já havia recebido notícias sobre as quedas constantes de energia e que um inquérito civil já estava em andamento para apurar a situação do fornecimento de energia para Ribeirão Corrente. Diante das novas ocorrências, um novo inquérito civil foi instaurado para acompanhar o caso.

Jorge questiona se as interrupções não poderiam ter sido previstas, comparando a situação com buracos no asfalto, que são previsíveis. As interrupções de energia em Franca foram registradas em 16 de outubro, além dos dias 3, 19 e 24 de novembro. No último incidente, cerca de 65 mil clientes ficaram sem o fornecimento por até quatro horas, afetando principalmente o distrito industrial.

Sindicato Cobra Prejuízos e CPFL Busca Conciliação

Mauro Basse, representante das empresas, está reunindo provas para levar o caso à justiça, buscando indenização para as empresas de calçados que se sentiram lesadas. O sindicato pretende apresentar um processo judicial com as provas dos prejuízos sofridos, para que o juiz possa chegar à conclusão e determinar a indenização.

Paralelamente às queixas, a CPFL aderiu ao programa Empresa Amiga da Justiça, buscando conciliar de maneira mais rápida as ações relativas à empresa. Luís Eduardo Osório, vice-presidente jurídico e de relações institucionais, afirma que a meta é reduzir em até 5% os processos judiciais, evitando custos tanto para a empresa quanto para o consumidor.

Programa Empresa Amiga da Justiça

A CPFL busca resolver os problemas de forma amigável, evitando práticas litigantes no setor de energia elétrica. A empresa é obrigada a indenizar as perdas geradas pela paralisação, e os empresários planejam cobrar pelos atrasos nas linhas de produção.

Diante dos transtornos causados pelas interrupções no fornecimento de energia, tanto a população quanto as empresas buscam soluções para minimizar os impactos e garantir a regularidade do serviço.

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