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MP ouve pacientes que perderam parte da visão após cirurgias de catarata no AME de Taquaritinga

Órgão ouviu seis vítimas que residem em Matão, que deram detalhes de como foi o atendimento; equipe médica também será ouvida
MP ouve pacientes que perderam parte
Órgão ouviu seis vítimas que residem em Matão, que deram detalhes de como foi o atendimento; equipe médica também será ouvida

Órgão ouviu seis vítimas que residem em Matão, que deram detalhes de como foi o atendimento; equipe médica também será ouvida

O Ministério Público ouviu nesta quarta-feira seis pacientes de Matão que perderam parte da visão durante um mutirão de cirurgia de catarata realizado em outubro do ano passado no Hospital de Atendimento Médico Especializado (HAME) de Itacuritinga. As vítimas relataram detalhes sobre o atendimento, MP ouve pacientes que perderam parte, as sensações durante o procedimento e as consequências após a perda parcial ou total da visão.

Além dos depoimentos dos pacientes, o Ministério Público planeja ouvir, na próxima semana, os profissionais de saúde que participaram do mutirão para esclarecer a dinâmica das cirurgias e apurar responsabilidades. Também aguarda o resultado da perícia médica solicitada para fundamentar a responsabilização civil e as medidas judiciais cabíveis.

Ao todo, 23 pacientes de seis municípios foram submetidos às cirurgias no mutirão. Até o momento, 12 casos apresentaram prejuízos visuais, e outros dois estão em investigação.

“Hoje aqui em Matão, nós nos deslocamos para ouvir essas vítimas que aqui residem, grande parte as vítimas são de Matão, onde tomamos o depoimento delas a respeito da dinâmica de como foi realizada a cirurgia para tentar delimitar com mais exatidão e precisão a responsabilidade de todos envolvidos”, afirmou o promotor Ilu e Sommarinho Gonçalves Júnior.

Depoimentos e investigação:

Procedimentos e encaminhamentos: As cirurgias foram realizadas no ambulatório do HAME de Itacuritinga. Após os procedimentos, alguns pacientes apresentaram dor e ausência de recuperação da visão, sendo encaminhados para unidades de referência em Araraquara e Ribeirão Preto, incluindo o Hospital das Clínicas.

Erro no protocolo: A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que houve um erro no protocolo de uso de um produto durante as cirurgias. Um antisséptico, que deveria ser aplicado na pele, foi utilizado nos olhos dos pacientes, o que pode ter causado os danos irreversíveis à visão.

Informações adicionais

O Ministério Público segue acompanhando o caso, aguardando os resultados da perícia médica e os depoimentos dos profissionais envolvidos para definir as responsabilidades e possíveis ações judiciais.

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