Promotoria diz que Gilson de Souza (DEM) ignorou ordens de demitir comissionados
Prefeito de Franca é acusado de improbidade administrativa
Funcionários comissionados
O Ministério Público de Franca ingressou com uma ação civil pública contra o prefeito Gilson de Souza por suspeita de improbidade administrativa. A acusação se baseia na manutenção de funcionários comissionados no governo, mesmo após sucessivas decisões judiciais contrárias.
Desafios à justiça
Segundo o promotor Paulo César Borges, desde 2016 o prefeito vem sancionando leis para tentar driblar decisões judiciais, incluindo as do Supremo Tribunal Federal (STF), que declararam a inconstitucionalidade de cargos comissionados criados por Souza. O prefeito, em resposta ao portal G1, negou ter desafiado a promotoria ou os tribunais, alegando buscar apenas resolver pendências para manter o funcionamento da administração pública.
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Defesa do prefeito
Gilson de Souza afirma ter seguido orientações de órgãos administrativos confiáveis e que, por isso, jamais agiu com dolo. Ele assegura que todas as decisões são respaldadas pelo entendimento jurídico-administrativo das secretarias.
O caso demonstra um conflito entre o Poder Executivo municipal e o Judiciário, com implicações importantes para a gestão pública em Franca. As próximas etapas do processo judicial definirão o futuro do prefeito e a legalidade da manutenção dos cargos comissionados.



