Entre eles, estão oito vereadores; promotores estimam um rombo de R$ 105 milhões
Após coletiva de imprensa, promotores confirmaram o pedido de prisão preventiva de 14 dos 21 acusados na Operação Sevandija, que investiga fraudes que somam R$ 105 milhões na Prefeitura de Ribeirão Preto.
Acusados e seus papéis
Entre os acusados estão oito ex-vereadores (Cícero Gomes, Capela Novas, Genevaldo Gomes, Evaldo Mendonça, Samuel Zanferdini, Maurílio Romano, José Carlos Joliveira e Saulo Rodrigues), um ex-secretário municipal de Educação (Ângelo Inverniz Lopes), duas ex-funcionárias da Codep (Maria Lúcia Pandolfo e Vanilza da Silva), além do advogado Wesley Silva e o empresário Daniel Medeiros. Todos respondem por corrupção e organização criminosa. O esquema envolvia serviços terceirizados com a Codep, onde políticos indicados recebiam favores em troca de barrar investigações na Câmara e aprovar as contas dos contratos.
Pedidos da Promotoria
Além das prisões preventivas, os promotores pediram a devolução dos R$ 105 milhões referentes aos três contratos investigados, além do pagamento de multa. O promotor Walter Manuel Alcauzalópez justificou o pedido de prisão preventiva para evitar a dilapidação do patrimônio público e o desvio de dinheiro ainda não localizado. Entre os presos estão o ex-presidente da Câmara, Walter Gomes, e os ex-superintendentes da Codep, Davi Mansurcuri e Marco Antonio dos Santos. A ex-prefeita Darci Vera, presa por participação no esquema, pode ainda ser acusada por fraudes na Codep, segundo o Ministério Público.
Respostas das Defesas
As defesas dos acusados apresentaram diferentes reações. Algumas consideraram o pedido de prisão precoce e sem fundamento, enquanto outras alegaram falta de intimação ou discordância com a acusação, citando contradições no relatório do Ministério Público e a colaboração de alguns acusados com a justiça. A defesa de Vanilza da Silva, por exemplo, afirma sua inocência, enquanto a de Wesley Silva destaca a colaboração do cliente com as investigações. Há ainda defesas que aguardam a notificação oficial do Ministério Público para se manifestar.
O Ministério Público estima um rombo total de R$ 245 milhões nas três frentes de investigação da Operação Sevandija. As investigações continuam em andamento.



