Perícia com luminol também será realizada na casa onde o jovem morreu, em dezembro
Novos elementos devem ser anexados à investigação da morte de Táberli Losano, ocorrida em Caravinhos no final do mês passado. O caso ganha novas reviravoltas com o depoimento da avó paterna e de um amigo do jovem, cujos detalhes serão incorporados ao processo, segundo o Ministério Público.
Exames Complementares e Denúncia
O Ministério Público aguarda os resultados dos exames periciais do Instituto de Criminalística, incluindo o teste de luminol para detectar vestígios de sangue e a análise das lesões sofridas pelo adolescente. Com essas informações, o promotor Van der Leitrindade pretende oferecer denúncia contra Tatiana Losano Pereira por crime de homofobia. A acusação, inicialmente com pena de 6 a 20 anos, pode aumentar para 12 a 30 anos devido a qualificadoras do crime, incluindo a possível prática de tortura.
Motivações e Versões Conflitantes
O promotor destaca a motivação por homofobia como fator crucial, além de outras circunstâncias agravantes. A vítima havia relatado em suas redes sociais agressões anteriores, supostamente a mando da própria mãe. Tatiana Losano, já ouvida em dois depoimentos com versões divergentes, é apontada como mentora do crime premeditado, com a ajuda de jovens que espancaram Táberli e o padrasto. Há relatos de incompatibilidade entre mãe e filho, que podem ser usados como argumentos pela defesa.
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Prisões e Teses em Confronto
Tatiana Losano, presa desde o dia 11 em Cajuru, foi transferida para Trem Bé após ameaças de outras detentas. O padrasto e outros suspeitos permanecem presos em Santa Rosa de Viterbo. Enquanto o delegado responsável sustenta a tese de crime familiar, o promotor Elton Hens discorda, afirmando que não há evidências suficientes para descartar a homofobia como motivação. A investigação prossegue, buscando esclarecer todos os detalhes do ocorrido e confirmar a verdadeira motivação por trás do crime.



