Promotoria afirma que licitações da Coderp teriam sido fraudadas para que empresas ligadas a Marcelo Plastino vencessem o pleito
O Ministério Público de São Paulo moveu uma ação civil pública contra dois ex-superintendentes da Coderpe, Pedro Escomparin e Davi Mansurkuri, e o empresário Marcelo Plastino, cobrando o ressarcimento de aproximadamente R$ 10 milhões aos cofres públicos.
Contratos questionados
Segundo a ação, movida pelo promotor Sebastião Sérgio da Silveira, os contratos em questão são anteriores às investigações da Operação Sevantija, não tendo relação direta com ela. Apesar disso, o promotor alega que as licitações da Coderpe foram fraudulentas, beneficiando empresas ligadas a Marcelo Plastino: a Tecmax, de sua propriedade, e a Atmosfera, de propriedade de sua mãe. A participação dessas duas empresas, segundo a promotoria, eliminou a concorrência.
Acusações e Defesas
A promotoria afirma que a licitação foi manipulada para garantir a vitória das empresas de Plastino. O Ministério Público solicitou o bloqueio dos bens de Davi Mansurkuri e do espólio de Marcelo Plastino, pedido que foi inicialmente negado pelo juiz da Fazenda Regional de Siqueira, mas a promotoria recorreu ao TJ-SP. As defesas de Pedro Escomparin e Davi Mansurkuri ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso, alegando não ter sido notificadas ou preferindo não comentar.
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Desfecho
O Ministério Público busca o ressarcimento dos R$ 10 milhões, corrigidos monetariamente, pelos danos causados aos cofres públicos em decorrência das supostas irregularidades nas licitações. O caso segue em andamento na Justiça paulista.



