Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Réger Sena
O Ministério Público de Ribeirão Preto tem até quinta-feira para concluir as investigações preliminares sobre um suposto esquema de fraudes em concursos públicos no interior de São Paulo. A operação, denominada Ki, foi realizada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), resultando na detenção de um grupo supostamente liderado pela vereadora de Pradópolis, Marlene Aparecida Galiaso.
Prisões Temporárias e o Avanço das Investigações
Os envolvidos foram inicialmente detidos sob prisão temporária, com um prazo de cinco dias, posteriormente prorrogado pelo mesmo período. Os homens foram encaminhados para a cadeia de Santa Rosa de Viterbo, enquanto as mulheres foram levadas para a cadeia feminina de Cajuru. Com o término iminente do prazo das prisões, a promotoria planeja solicitar a prisão preventiva dos suspeitos, buscando mantê-los sob custódia durante o trâmite do processo judicial.
Desdobramentos e Depoimentos
O promotor Leonardo Romanelli enfatizou a complexidade da investigação, destacando que diversas pessoas de diferentes áreas e cidades foram ouvidas. Parte dos depoimentos confirmou as práticas fraudulentas, enquanto outros negaram envolvimento. Novas pessoas foram indicadas, ampliando o escopo da investigação. Uma força-tarefa, composta por investigadores e agentes do Ministério Público, está analisando documentos, arquivos digitais e colhendo depoimentos dos suspeitos. Até o momento, 14 dos 17 presos já foram interrogados.
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Suspeitos e o Impacto Financeiro
Além da vereadora Marlene, a lista de suspeitos inclui secretários da prefeitura de Ipuã, um vereador de Luiz Antônio, um vereador de Santa Ernestina, advogados e empresários de Monte Alto, Luiz Antônio e Pradópolis. Todos são investigados por fraudes em concursos e licitações nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Os detidos apontaram nomes de candidatos que teriam tido seus gabaritos adulterados para aprovação em concursos entre 2014 e 2015. A Polícia Civil já intimou sete testemunhas com base nessas informações. O Ministério Público estima que o grupo obteve cerca de R$ 2,5 milhões em licitações fraudulentas.
O pedido de prisão temporária é considerado essencial para a continuidade das investigações, permitindo que as autoridades avaliem a necessidade de manter os réus presos durante o processo, seja para evitar fuga, impedir a destruição de provas ou cessar a prática dos crimes. Entre os servidores supostamente beneficiados pelas fraudes, quatro estariam atuando na prefeitura de Jaboticabal, três na prefeitura de Ipuã e um na Câmara de Santa Ernestina.
A colaboração entre o Ministério Público e a Polícia Civil tem sido fundamental para o avanço das investigações.



