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MP refaz as contas e rombo na Prefeitura de Ribeirão pode ser ainda maior

Segundo nova estimativa apontada pelo Ministério Público, cerca de R$ 245 milhões foram desviados dos cofres públicos da cidade
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Segundo nova estimativa apontada pelo Ministério Público, cerca de R$ 245 milhões foram desviados dos cofres públicos da cidade

Segundo nova estimativa apontada pelo Ministério Público, cerca de R$ 245 milhões foram desviados dos cofres públicos da cidade

Rombo milionário em Ribeirão Preto: desvio de recursos públicos chega a R$ 245 milhões

Esquema de corrupção na Coderpe

Um esquema de corrupção na Coderpe (Companhia de Desenvolvimento de Ribeirão Preto) resultou em um desvio de recursos públicos que ultrapassa R$ 245 milhões. Inicialmente estimado em R$ 200 milhões, o valor foi atualizado após o fim da fase de instrução de alguns processos dentro da força-tarefa que investiga o caso. O promotor Leonardo Romanelli destaca a gravidade do rombo, que poderia ter sido usado para sanar a falta de vagas em creches, melhorar o ensino e humanizar o atendimento à saúde.

Superfaturamento de contratos

Em um dos processos, envolvendo a empresa Atmosfera, os promotores descobriram um acordo entre o empresário Marcelo Plastino (falecido em 2016) e os ex-dirigentes da companhia, Davi Mansurkuri e Marco Antônio dos Santos. Paulo Roberto Abril, sócio de Plastino, revelou em delação premiada que três contratos, totalizando R$ 105 milhões, foram superfaturados entre 2012 e 2016. O promotor Walter Alcauz Alópez detalhou as irregularidades encontradas.

Prisões preventivas e pedido de devolução de recursos

Na sexta-feira, o Ministério Público pediu a prisão preventiva de 14 dos 21 acusados, incluindo oito ex-vereadores, o ex-secretário da educação Ângelo Invernizzi, ex-funcionárias da Coderpe e um advogado. Entre os presos estão o ex-presidente da Câmara, Walter Gomes, e os ex-superintendentes da Coderpe, Davi Mansurkuri e Marco Antônio dos Santos. Além das prisões, os promotores exigem a devolução dos R$ 105 milhões referentes aos contratos superfaturados, e o pagamento de multa. A ex-prefeita também pode ser acusada. Todos os citados negam envolvimento. Alguns advogados ainda não se manifestaram sobre o pedido de prisão preventiva.

A investigação continua, com a possibilidade de novas acusações e desdobramentos. O impacto desse desvio de recursos é significativo para a cidade, afetando diversos setores públicos e a população em geral. A justiça terá papel fundamental na apuração dos fatos e na responsabilização dos envolvidos.

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