Grupo veio da Bahia para trabalhar na colheita da laranja; alojamento tinha água suja e nem todos tinham cama
Trabalhadores em situação análoga à escravidão são resgatados em Patrocínio Paulista
Resgate de trabalhadores
O Ministério Público do Trabalho (MPT) resgatou 16 trabalhadores em situação análoga à escravidão em uma propriedade rural de Patrocínio Paulista, interior de São Paulo. A operação, fruto de uma denúncia anônima, contou com a parceria da Polícia Militar. Os trabalhadores, oriundos de Jussara, na Bahia, foram encontrados em alojamentos precários, sem condições mínimas de higiene e conforto.
Condições precárias de trabalho
Segundo a investigação, os alojamentos apresentavam diversas irregularidades: falta de camas, higiene precária, ausência de armários (com roupas empilhadas), banheiro sem porta e com descarga quebrada, além de uma caixa d’água vitoriosa e contaminada. O MPT constatou ainda que o número de pessoas no alojamento excedia o permitido por lei.
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Consequências e desfecho
Após o resgate, os trabalhadores receberam auxílio para o retorno às suas cidades de origem, além de seguro-desemprego. Os empregadores, por sua vez, assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometendo-se a arcar com as despesas de alimentação e transporte dos trabalhadores, e a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 4 mil para cada um. O MPT permanece em campo realizando fiscalizações na região. Apesar do sucesso da operação, a situação evidencia a persistência de práticas degradantes no trabalho, mesmo em pleno século XXI. É importante ressaltar que o MPT não divulgou a identidade do proprietário da propriedade rural para preservar o andamento das investigações.



