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MP revela manobras de Walter Gomes para tentar driblar PF e Gaeco

Presidente afastado da Câmara Municipal de Ribeirão Preto foi preso na Operação Eclipse, desdobramento da Sevandija
Walter Gomes
Presidente afastado da Câmara Municipal de Ribeirão Preto foi preso na Operação Eclipse, desdobramento da Sevandija

Presidente afastado da Câmara Municipal de Ribeirão Preto foi preso na Operação Eclipse, desdobramento da Sevandija

Nas últimas semanas, o presidente afastado da Câmara de Ribeirão Preto, Walter Gomes, empreendeu esforços para se desfazer de bens e evitar a intimação de testemunhas no processo do Conselho de Ética, que pede a cassação dos vereadores réus na Operação Sevandija.

Tentativas de Transferência de Bens

Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça revelam conversas entre Walter Gomes e seu filho, Wesley, sobre a transferência de imóveis. Em 28 de novembro, Walter informa ao filho que alguns imóveis não estavam bloqueados, citando especificamente o Buena Vita, a casa da Lâine e o Jardim Sul. A chácara, no entanto, estava em nome de Rafael. Wesley sugere a venda de um imóvel não bloqueado. As investigações também apontam para tentativas de venda de veículos.

Contato com Advogados e Funcionários

As conversas telefônicas mostram ainda contatos frequentes de Walter Gomes com seus advogados, Eugênio e Heráclito Moçim, para suspensão de contratos e direcionamento de ações para dificultar as investigações. Há menções a pagamentos feitos em um edifício na Avenida João Fiúsa e tentativas de resgate de valor alto de um consórcio da Caixa Econômica Federal. Além disso, Walter Gomes mantinha contato com servidores e assessores do gabinete da presidência da Câmara, com demonstrações de truculência em algumas conversas, como a relatada com seu ex-assessor, Toninho.

Obstrução à Justiça

As ações de Walter Gomes demonstram uma clara tentativa de obstrução à justiça. As conversas interceptadas revelam contatos com indivíduos para dificultar a localização de testemunhas e a obtenção de informações relevantes para o processo. A tentativa de resgate de R$ 280 mil em um consórcio, bem como a venda de bens, indicam a intenção de se desfazer de ativos para dificultar as investigações. Walter Gomes foi transferido para a Tremembé e aguarda decisão da justiça sobre um pedido de habeas corpus. A defesa ainda não se manifestou sobre as informações divulgadas.

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