Cetesb aponta índice alarmante da qualidade do ar em Ribeirão Preto
Mais de dois meses de estiagem castigam Ribeirão Preto e região, aumentando a frequência de queimadas e comprometendo a qualidade do ar.
Queimadas e Poluição do Ar
O tempo seco favorece incêndios, sejam acidentais ou criminosos, em áreas urbanas e rurais. A queima de biomassa e combustíveis libera gases que contribuem para a formação de ozônio na baixa atmosfera. Este ozônio, altamente oxidante e tóxico, causa sérios problemas respiratórios. A combinação de alta radiação solar, tempo seco e queimadas intensifica a formação desse poluente.
Números alarmantes e ações preventivas
Os dados são preocupantes: em junho, houve quase o triplo de incêndios florestais em comparação com o mesmo período do ano passado (252 para 618), e em julho, quase o dobro (709 para 1242). A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) registra índices de material particulado acima do normal, indicando má qualidade do ar. Em reunião com representantes de 11 cidades da região, Ministério Público, CETESB, Polícia Ambiental e Defesa Civil, foram discutidas ações de prevenção, como limpeza de aceiros em unidades de conservação e conscientização da população.
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Prevenção e Fiscalização
Autoridades reforçam a necessidade de cuidados por parte da população e ações mais efetivas do poder público. A Polícia Militar Ambiental realiza fiscalizações frequentes, mas o número de queimadas supera as expectativas. A prevenção é apontada como a melhor estratégia, com ações conjuntas entre órgãos públicos e a comunidade para reduzir os impactos ambientais e à saúde pública causados pelas queimadas. Para o futuro, já se iniciam trabalhos preventivos para evitar que a situação se repita com a mesma intensidade no próximo ano.



