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MP sugere à FPF que impeça integrante de torcida antifascista do Bota-SP assista jogos no estado de São Paulo

Torcedor foi detido por desacato depois de uma confusão com a PM por conta de uma faixa com a frase 'sem anistia' no Santa Cruz
torcida antifascista
Torcedor foi detido por desacato depois de uma confusão com a PM por conta de uma faixa com a frase 'sem anistia' no Santa Cruz

Torcedor foi detido por desacato depois de uma confusão com a PM por conta de uma faixa com a frase ‘sem anistia’ no Santa Cruz

Torcedor do Botafogo pode ficar de fora dos estádios após confusão em jogo

Recomendação do Ministério Público

O Ministério Público de Ribeirão Preto recomendou à Federação Paulista de Futebol que impeça um torcedor do Botafogo de assistir a jogos em estádios do estado até o fim da Série B do Campeonato Brasileiro. A recomendação é devido a uma confusão ocorrida no dia 19 de janeiro, durante a partida entre Botafogo e Palmeiras no estádio Santa Cruz. Um torcedor foi detido por desobediência e outro agredido pela Polícia Militar.

A confusão e a bandeira

A confusão teve início após a torcida anti-fascista do Botafogo levar uma bandeira com a frase “Sem Anistia”, em referência aos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília. De acordo com a Polícia Militar, a bandeira incitou a violência e a resistência à abordagem policial resultou no uso da força. A PM relatou a ocorrência ao Ministério Público, que baseou sua recomendação no Estatuto do Torcedor.

Reação da defesa e próximos passos

O advogado do torcedor detido, Juarez Alves de Lima Jr., afirmou ter sido pego de surpresa pela recomendação, uma vez que seu cliente ainda não foi chamado para se defender. Ele considera a medida autoritária e argumenta que a desobediência não se enquadra no Estatuto do Torcedor. A defesa busca um encontro com o promotor para entender os motivos da recomendação e questiona a falta de acesso aos documentos oficiais. A Federação Paulista de Futebol e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo ainda não se pronunciaram sobre o caso. A recomendação do Ministério Público não é uma determinação judicial, cabendo à Federação decidir se a acata ou não.

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