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MP surpreende e indicia suspeitos de matarem Beto Braga por homicídio

Polícia apontou que o engenheiro foi vítima de latrocínio; Ministério acredita que o roubo dos pertences não foi planejado
MP surpreende e indicia suspeitos
Polícia apontou que o engenheiro foi vítima de latrocínio; Ministério acredita que o roubo dos pertences não foi planejado

Polícia apontou que o engenheiro foi vítima de latrocínio; Ministério acredita que o roubo dos pertences não foi planejado

O Ministério Público de Ribeirão Preto apresentou denúncia por homicídio doloso contra dois homens presos sob suspeita de envolvimento na morte do engenheiro Beto Bragatini, de 34 anos. A posição do órgão ministerial contraria a conclusão preliminar da Polícia Civil, que havia indiciado os investigados por latrocínio — roubo seguido de morte.

Divergência entre Ministério Público e Polícia Civil

Segundo a promotora Ethel Cipeli, que assumiu o caso, as provas reunidas indicam que a vítima foi morta e, em seguida, alguns pertences foram subtraídos. Entre os objetos levados estavam um celular, um par de tênis, cartões bancários e cerca de mil dólares. Para o Ministério Público, não há evidências de que o roubo tenha sido premeditado com o objetivo de causar a morte, teoria defendida inicialmente pela Polícia Civil.

Cronologia do caso e pontos de investigação

Beto Bragatini, que morava nos Estados Unidos, retornou a Ribeirão Preto no fim do ano passado para passar férias com a família. Na noite de 28 de dezembro, saiu da casa dos pais na zona sul da cidade para encontrar amigos e desapareceu. No dia seguinte, a irmã da vítima recebeu mensagem de um desconhecido informando ter encontrado o celular de Beto; a mãe tentou, então, recuperar o aparelho e registrou o desaparecimento na polícia.

O corpo de Bragatini foi localizado na noite de 30 de dezembro, após um motorista de aplicativo indicado por chamadas da vítima levar investigadores a um apartamento próximo à Avenida do Café. O laudo do IML apontou que a causa da morte foi estrangulamento. Dois homens — identificados como Marcelo Fernandes Fonseca e Gabriel Souza Brito — estão presos e, em reconstituição realizada em 2024, chegaram a admitir ter participado do crime, embora no início tenham se declarado inocentes e se acusado mutuamente.

A Polícia Civil também solicitou a prisão de outros três homens suspeitos de comercializar o celular da vítima, que foi encontrado com a placa principal de funcionamento retirada. Para a investigação policial, esse fato reforçaria a hipótese de latrocínio; a interpretação não foi aceita pelo Ministério Público, que defende a tipificação como homicídio doloso seguido de furto dos pertences.

Andamento processual

Com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, caberá atrásra ao Judiciário avaliar a peça acusatória e decidir sobre a necessidade de novas diligências ou instrução complementar. Os dois suspeitos permanecem presos enquanto o processo segue em análise.

O caso permanece sob acompanhamento das autoridades e será objeto de apreciação pela Justiça, que determinará os próximos passos da investigação e do processo penal.

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