Promotores tentam acelerar início do leilão dos bens da advogada; Gaeco apura desaparecimento de cabeças de gado
A Operação Cervandija, deflagrada pelo Ministério Público, investiga desvios de recursos públicos na Prefeitura de Ribeirão Preto. Um dos focos da investigação é a fazenda de Maria Zueli Librandi, onde equipamentos e cabeças de gado foram apreendidos.
Leilão de Bens Apreendidos
O Ministério Público, com o apoio do filho de Maria Zueli, Leandro Librandi (nomeado fiel depositário dos bens), solicita a realização de um leilão dos animais apreendidos. Leandro Librandi, em março, já havia pedido o leilão, alegando que os cerca de 1 milhão de reais em gado estão debilitados e podem morrer. Um laudo veterinário anexado ao processo comprova o estado de saúde precário dos animais, e Leandro afirma que a produção de leite não cobre os custos de manutenção.
Investigação sobre Desaparecimento de Animais
Inicialmente, havia 153 cabeças de gado e 29 bezerros na fazenda. Entretanto, o número atual é significativamente menor. Leandro Librandi relata furtos (cerca de 30 cabeças) e mortes naturais. O Gaeco, porém, suspeita de extravio de animais para burlar o bloqueio de bens, baseado em operação anterior. O pedido do Ministério Público cita a possibilidade de desvios, maus-tratos, furtos e até substituição do gado por animais de menor valor.
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Garantia de Ressarcimento aos Cofres Públicos
A celeridade no processo de leilão visa ressarcir, ao menos parcialmente, os cofres públicos. A conversão dos bens em dinheiro garante a segurança dos recursos, prevenindo desvios e outros problemas que poderiam ocorrer com a manutenção dos animais e equipamentos na fazenda. Leandro Librandi, como fiel depositário, é responsável pela incolumidade dos bens e deve zelar por sua manutenção até o leilão. O Gaeco exige esclarecimentos sobre o desaparecimento dos animais em 10 dias, e Leandro poderá arcar com prejuízos caso seja comprovada sua culpa.



