Promotor vai pedir explicações à diretoria do Tricolor por denúncias sobre filas, falta de água e atendimento médico no estádio
Após a partida entre Botafogo e Palmeiras no Estádio Santa Cruz, o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para apurar as falhas ocorridas no evento.
Problemas relatados pelos torcedores
Torcedores de ambos os times reclamaram de diversos problemas, incluindo filas excessivas, falta de água, atendimento médico deficiente, portões fechados e dificuldades de acesso para pessoas com deficiência. O promotor de consumo, Hamon Lopes Neto, afirmou que irá investigar a fundo essas denúncias.
Investigação e responsabilidades
O Ministério Público buscará identificar os responsáveis por cada falha, seja o clube, a Polícia Militar ou a Federação Paulista de Futebol. A investigação focará na organização das filas, fornecimento de água, horários de abertura dos portões e outros aspectos relevantes. O promotor não descarta a possibilidade de pedir a interdição do estádio caso as falhas não sejam sanadas.
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Possível interdição e posicionamentos
Embora o promotor afirme ser cedo para falar sobre a interdição do estádio, a possibilidade não está descartada. A Polícia Militar atribui a responsabilidade pela segurança e organização da entrada dos torcedores ao Botafogo e à Federação Paulista de Futebol. O presidente do Botafogo, Gerson Garcia, pediu desculpas pelos problemas nos bares terceirizados e afirmou que o clube assumirá sua responsabilidade, buscando soluções junto ao departamento jurídico.
A abertura do inquérito demonstra a preocupação das autoridades com a experiência dos torcedores nos estádios. A expectativa é que a investigação leve à responsabilização dos envolvidos e à implementação de medidas para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro, garantindo o conforto e a segurança de todos que frequentam os jogos.


