Diversas instituições estão sem auto de vistoria e com déficit de materiais e professores
Ribeirão Preto enfrenta sérios problemas em suas escolas municipais, com denúncias chegando ao Ministério Público sobre riscos de incêndio, falta de materiais e de professores. A situação é grave o suficiente para que o MP tome medidas drásticas.
Risco de Incêndio e Interdição Iminente
A Escola Caíque Antônio Palosso, localizada na zona norte, apresenta risco elevado de incêndio devido a problemas elétricos. Após um prazo de 30 dias dado à Prefeitura para reparos, sem resultados efetivos além do desligamento dos aparelhos de ar condicionado, o Ministério Público solicitou à Justiça a interdição da unidade. O promotor do GEDUQ (Grupo de Atuação Especial de Educação), Não Felca, destaca que problemas semelhantes foram encontrados em outras escolas da cidade. Embora a Prefeitura afirme estar trabalhando em soluções, o MP considera as medidas insuficientes e a troca completa da rede elétrica necessária na Escola Caíque Antônio Palosso.
Déficit de Professores e Materiais
Além dos problemas estruturais, a falta de professores e materiais didáticos também preocupa. A Escola Dom Luiz do Amaral Mouzinho, no bairro Campos Elíseos, é um exemplo, com denúncias de alunos dispensados mais cedo ou ficando sem atividades no pátio. Esse déficit afeta outras escolas, impactando diretamente a qualidade do ensino. A preocupação com a segurança e a disponibilidade de recursos, incluindo livros e professores, é crucial para garantir uma educação de qualidade.
Prefeitura se Manifesta e Pais se Manifestam
A secretária da Educação, Luciana Rodrigues, reconhece os problemas, atribuindo-os à falta de manutenção em gestões anteriores. A prefeitura afirma que receberá recursos para regularizar alvarás e investir em reparos elétricos e hidráulicos nas escolas. Enquanto isso, pais de alunos da Escola Caíque Antônio Palosso temem pela segurança de seus filhos e esperam uma ação imediata da Prefeitura para solucionar os problemas e evitar que a escola seja interditada, lembrando que essa seria a segunda interdição de escola em menos de um ano na cidade por problemas semelhantes. A preocupação dos pais é compreensível, pois a segurança e o bem-estar das crianças devem ser prioridade.



