Promotor acredita que Itaberli Lozano foi morto por ser homossexual; crime aconteceu em dezembro, em Cravinhos
Morte de Itáberli Losano: Um Crime de Homofobia?
A morte de Itáberli Losano, de 17 anos, em dezembro do ano passado em Cravinhos, levanta questionamentos sobre a motivação do crime. Enquanto o delegado responsável pela investigação aponta conflitos familiares, o Ministério Público e diversos depoimentos sustentam a tese de crime de homofobia.
Indícios de Homofobia
Dois dias antes do assassinato, Itáberli publicou em uma rede social que havia sido espancado pela mãe, Tatiana Losano, e por outras pessoas por ser gay. Após a agressão, fugiu para a casa de amigos em Franca. Familiares e amigos corroboram as acusações de preconceito sofrido pelo jovem dentro de casa. Para o promotor Van Der Leitrindade, não há dúvidas de que o crime foi motivado por homofobia, uma convicção que pretende defender na denúncia e no julgamento. A advogada Carolina Arantes, da Comissão de Diversidade Sexual da OAB, afirma ter recebido diversas denúncias sobre agressões sofridas por Itáberli ao longo dos anos devido à sua orientação sexual, reforçando a hipótese de crime de ódio.
A Investigação e as Versões Contraditórias
Inicialmente, Tatiana Losano confessou ter matado o filho. No entanto, imagens de segurança mostram três pessoas – dois homens e uma adolescente de 16 anos – entrando na casa momentos antes do crime. A adolescente afirmou que foi contratada pela mãe de Itáberli para agredir o jovem, mas que a própria Tatiana desferiu as facadas. Tatiana nega essa versão, alegando que o filho foi morto pelo trio. A mãe, o padrasto e os dois rapazes estão presos, enquanto a adolescente foi liberada. A polícia continua investigando o caso para esclarecer todos os fatos e responsabilidades.
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A morte de Itáberli destaca a urgência de se tipificar o crime de homofobia e de se garantir a proteção de pessoas LGBTQIA+ contra a violência. O caso evidencia a necessidade de uma investigação rigorosa e transparente, que leve à justiça para Itáberli e sua família, e que sirva como alerta para a sociedade sobre a importância da luta contra o preconceito e a violência motivada pela orientação sexual.



