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MPF investigará incêndio em prédios de Barretos

Condomínio do 'Minha Casa, Minha Vida' foi atingido pelo fogo em fevereiro e 20 famílias tiveram que deixar o local
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Condomínio do 'Minha Casa, Minha Vida' foi atingido pelo fogo em fevereiro e 20 famílias tiveram que deixar o local

Condomínio do ‘Minha Casa, Minha Vida’ foi atingido pelo fogo em fevereiro e 20 famílias tiveram que deixar o local

Uma série de incêndios em um conjunto habitacional no bairro Luiz Espina, em Barretos, deixou moradores em pânico e as autoridades em alerta. Em um curto período de dez dias, quatro apartamentos foram consumidos pelas chamas, levando à interdição de dois prédios pela Defesa Civil. O Ministério Público também está investigando o caso, dada a origem dos imóveis através do programa Minha Casa Minha Vida.

O Medo Persistente dos Moradores

Juliana Mendonça, auxiliar de limpeza e moradora do bloco 3, um dos interditados, expressa o sentimento geral de apreensão. Seu apartamento, vizinho ao que pegou fogo, a mantém em constante estado de alerta. “Estamos todos com medo porque o cheiro de queimado bate e a gente fica com medo”, relata Juliana, evidenciando a dificuldade em retomar a normalidade mesmo após a liberação parcial dos prédios.

Perdas Irreparáveis e Suspeitas Sobre a Causa

Para Andréia Teixeira, auxiliar de produção, a situação é ainda mais dramática. Seu apartamento foi completamente destruído em um segundo incêndio, após um curto-circuito. Ela perdeu todos os seus bens. Andréia e outros moradores, como Leandro Feliciano, que residia no térreo, apontam para problemas elétricos recorrentes como a possível causa dos incêndios. Leandro, inclusive, relata ter encontrado fios expostos e emaranhados ao verificar o telhado após o primeiro incidente.

Ações da Defesa Civil e Investigação em Andamento

O coordenador da Defesa Civil, Manuel Messias, informou que o bloco 3 foi liberado após avaliações técnicas, mas ressaltou que outras etapas de avaliação são necessárias. Durante o período de interdição, as famílias desabrigadas foram encaminhadas para um alojamento provisório disponibilizado pela Prefeitura de Barretos. A Polícia Científica já realizou uma perícia no prédio incendiado, mas o laudo ainda não foi divulgado. Um representante do Ministério Público Federal planeja se reunir com a Prefeitura de Barretos para discutir o caso.

A comunidade aguarda ansiosamente por respostas e soluções que garantam a segurança e o bem-estar de todos os moradores.

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