Vítimas vieram do Maranhão, Pernambuco e Piauí para trabalharem no plantio de cana-de-açúcar; 14 trabalhadores foram resgatados
Quatorze trabalhadores foram resgatados em Guará após serem encontrados em condições consideradas análogas à escravidão. Segundo a procuradora do trabalho Regina Duarte da Silva, as vítimas vieram do Maranhão, de Pernambuco e do Piauí para trabalhar em lavouras de cana‑de‑açúcar e não encontraram as condições prometidas.
Condições de trabalho e alojamento
As moradias fornecidas pelos empregadores estavam sem colchões e em estado de sujeira extrema. No local de trabalho não havia banheiros nem mesas para as refeições, o que obrigava os trabalhadores a fazerem suas necessidades fisiológicas no mato. A procuradora descreveu o quadro como afronta à dignidade da pessoa humana e indicou que tais circunstâncias configuram submissão à condição análoga à escravidão.
Investigação e responsabilidades
A ação que culminou no resgate foi conduzida pelo Ministério Público do Trabalho, segundo Regina Duarte da Silva. Ela ressaltou que, quando um empregador contrata trabalhadores migrantes, é obrigação arcar com as despesas de deslocamento, fornecer alojamento e garantir condições dignas de trabalho e moradia. O caso segue em apuração para responsabilizar os envolvidos e assegurar medidas de reparação às vítimas.
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As investigações continuarão para identificar todos os responsáveis e garantir a proteção dos trabalhadores.



