Tribunal de Justiça de São Paulo tem ao menos 150 processos contra a empresa, a maior parte pedindo indenização por danos morais
Tragédia aérea em Vinhedo: 62 mortos e diversas questões a serem respondidas
A queda do voo 2283 da Voépés
Na última sexta-feira, um acidente aéreo chocou o país. O voo 2283 da companhia aérea Voépés caiu em Vinhedo, resultando em 62 mortes. A tragédia reacendeu debates sobre a segurança da empresa e trouxe à tona relatos de passageiros sobre experiências negativas com a companhia, anteriormente conhecida como Passaredo.
Histórico da Voépés e investigações em curso
Fundada em 1995, a Voépés passou por recuperação judicial entre 2012 e 2017. Atualmente, opera com uma frota de 15 aeronaves, atendendo 26 destinos. Apesar de transportar cerca de 500 mil passageiros anualmente, a empresa enfrenta pelo menos 150 processos judiciais desde 2021, a maioria por danos morais. O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu investigação para apurar responsabilidades no acidente, incluindo a análise dos contratos de trabalho dos quatro tripulantes que faleceram. A Polícia Federal de Campinas também está envolvida na apuração dos fatos, solicitando à Voépés informações sobre o acidente e os contratos de trabalho das vítimas. A Força Aérea Brasileira e a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) também foram notificadas para colaborar com as investigações.
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Reações e próximos passos
A Voépés afirma trabalhar para atender às expectativas dos clientes, enquanto o MPT busca apurar responsabilidades e adotar medidas para evitar novos acidentes. As investigações em andamento são cruciais para esclarecer as causas da tragédia e garantir a segurança da aviação no país. A repercussão do caso segue intensa, com a expectativa de que as investigações tragam respostas e medidas para prevenir futuros eventos semelhantes.



