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MST faz protesto na rodovia Abrão Assed

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Caetano Cury
MST faz protesto
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Um protesto realizado pelo Movimento Sem Terra (MST) interditou um trecho entre Serrana e Serra Azul, causando congestionamento e impactando o tráfego na região. A manifestação, que durou cerca de uma hora, gerou filas de até um quilômetro em ambos os sentidos da via, segundo informações da Polícia Rodoviária. Os manifestantes alternavam o bloqueio, liberando um sentido enquanto bloqueavam o outro, o que evitou um congestionamento ainda maior.

Reivindicações e Motivações do Protesto

De acordo com Kelly Maforte, integrante da direção nacional do MST, o protesto faz parte de uma jornada nacional de lutas do movimento. A ação foi organizada pelo acampamento Alexandra Kolontai, existente desde 2008. O principal objetivo é pressionar pela arrecadação da fazenda Martinópolis, pertencente à usina Nova União, para fins de reforma agrária.

Ainda segundo Maforte, a usina deve cerca de 300 milhões de reais em impostos (ICMS). O MST busca a destinação da fazenda para assentar cerca de 400 famílias e solucionar um processo judicial que se arrasta há mais de 20 anos.

O Cotidiano no Acampamento e a Busca por Dignidade

O protesto foi marcado por faixas, bandeiras, música e palavras de ordem. Maforte informou que 335 famílias, totalizando aproximadamente 700 pessoas, vivem no acampamento. Esta foi a nona vez que o grupo invadiu a área, tendo sido removidos em ações de reintegração de posse em ocasiões anteriores. Atualmente, o grupo está acampado há 48 dias.

A organização do acampamento inclui núcleos de moradia e tarefas diárias. As famílias se organizam para garantir o acesso das crianças à escola e à saúde. Pedro José Gerônimo, de 58 anos, morador do acampamento e ex-cortador de cana, relata que nunca teve oportunidades na vida e que encontrou no acampamento uma nova forma de viver e trabalhar.

Perspectivas Futuras e Impacto na Região

O MST almeja transformar o acampamento em um assentamento de reforma agrária, com foco na produção agroecológica e na defesa ambiental. A expectativa é que a população de Ribeirão Preto reconheça o assentamento não apenas como um espaço de moradia, mas também como um centro de produção sustentável.

A ação demonstra a busca por melhores condições de vida e a luta pela reforma agrária na região.

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