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MST quebra materiais de pesquisa em ocupação na Fazenda Experimental

Cerca de 500 manifestantes foram retirados do local pela Polícia Militar no final de semana
MST quebra materiais
Cerca de 500 manifestantes foram retirados do local pela Polícia Militar no final de semana

Cerca de 500 manifestantes foram retirados do local pela Polícia Militar no final de semana

Mais de 500 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foram removidas pela Polícia Militar durante uma operação de reintegração de posse na Fazenda Experimental de Zootecnia do Estado. A fazenda, utilizada como laboratório de pesquisa para o melhoramento do leite de vaca, foi o palco da ação policial.

A Operação de Reintegração

De acordo com o Capitão da Polícia Militar, Eliabe Guedes, a área é considerada pública, dispensando a necessidade de uma ordem judicial para a remoção dos ocupantes. O Capitão nega qualquer excesso por parte da polícia na ação realizada no último sábado. “Como é propriedade do Estado, e a Polícia Militar age em nome do Estado, viemos para retirar essas pessoas. Realizamos um trabalho de saída organizada, verificando os veículos para garantir que nada de propriedade da Fazenda Experimental fosse levado”, explicou.

Acusações de Vandalismo e Justificativa do MST

O governo do Estado emitiu uma nota informando que materiais de pesquisa sobre o leite de vaca foram vandalizados pelos manifestantes. Em contrapartida, representantes do MST afirmam que a invasão da área governamental foi motivada pela oposição a um projeto de lei em votação na Assembleia Legislativa, que visa a venda de áreas públicas do Estado de São Paulo, incluindo a área ocupada.

Posicionamento do Governo Estadual

A assessoria do Palácio dos Bandeirantes informou que a proposta já foi aprovada pela Procuradoria Geral do Estado. Segundo o governo, o projeto prevê apenas a alienação de bens considerados inservíveis, garantindo que as atividades públicas em andamento não sofrerão prejuízos com a aprovação do projeto na Assembleia.

A situação demonstra a tensão entre o governo e os movimentos sociais em relação à destinação de terras públicas no estado.

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