Ribeirão e cidades da região tentam atender a demanda de horas e horas de fila de espera nas unidades
A região enfrenta aumento significativo na procura por atendimento médico devido a sintomas gripais. Pacientes relatam horas de espera em unidades de saúde de Ribeirão Preto, enquanto outras cidades adotam novas estratégias para lidar com a alta demanda.
Mudanças nos Protocolos de Atendimento
Franca foi a última cidade a anunciar mudanças no protocolo de atendimento a pacientes com sintomas gripais e respiratórios. Em média, foram 2 mil atendimentos diários nos últimos 15 dias, totalizando mais de 31 mil pessoas. O pronto-socorro Álvaro Azuz, em Franca, se tornou exclusivo para esses pacientes, com testes de coronavírus realizados no local para direcionar o tratamento. Outras cidades, como Sertãozinho e Batatais, também implementaram mudanças similares, direcionando pacientes com sintomas gripais para unidades específicas e implantando tendas para coleta de exames. Em Batatais, a UPA recebeu mais de 3.500 pacientes nos últimos 15 dias, enquanto em Sertãozinho, a UBS José Joaquim Bonfim do Jardim Alvorada atende exclusivamente casos gripais.
Aumento na Demanda e Impacto nos Hospitais
Hospitais como o Unimede e São Joaquim, em Franca, registraram aumento superior a 440% na procura por exames e diagnósticos entre 20 de dezembro e o início de janeiro. Apenas em um dia, 900 pessoas buscaram atendimento nesses hospitais. O pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Estable, reforça a importância de procurar atendimento médico ao apresentar sintomas gripais para realizar testes e seguir os protocolos adequados. Sintomas como dor de cabeça, coriza, náusea e distúrbios no paladar ou apetite, acompanhados de febre, exigem atenção médica para diagnóstico e tratamento adequados.
Desafios em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, apesar do aumento na demanda, a Secretaria da Saúde ainda não implementou mudanças significativas, apesar de ter mencionado a possibilidade de reativar o polo Covid no final do ano passado. A situação resulta em longas esperas para atendimento, contrastando com as ações proativas de outras cidades da região. A falta de medidas para desafogar as unidades de saúde expõe pacientes a riscos de contágio, impactando tanto aqueles com sintomas respiratórios quanto aqueles com outras necessidades médicas.



