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Mudanças bruscas de temperatura aumentam casos de doenças respiratórias em Ribeirão Preto (SP)

Unidades de saúde registram crescimento na procura por atendimento, principalmente entre crianças e idosos, após semanas de clima instável.
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Unidades de saúde registram crescimento na procura por atendimento, principalmente entre crianças e idosos, após semanas de clima instável.

As mudanças bruscas de temperatura registradas nas últimas semanas em Ribeirão Preto (SP) têm contribuído para o aumento de doenças respiratórias e da procura por atendimento nas unidades de saúde. Dias de calor intenso seguidos por períodos de chuva e queda nas temperaturas favorecem o agravamento de problemas como asma, rinite e alergias.

Crianças, idosos e pessoas com histórico de doenças respiratórias estão entre os grupos mais afetados. Nos primeiros meses do ano, o município registrou mais de 600 atendimentos relacionados a síndromes gripais e doenças respiratórias, além de mais de 130 casos de Covid-19 confirmados.

Clima instável

Entre o fim de fevereiro e o início de março, o tempo na cidade apresentou grande instabilidade, alternando períodos de calor intenso com chuvas e redução das temperaturas em intervalos curtos de tempo.

Esse cenário favorece o aparecimento ou agravamento de problemas respiratórios, o que aumenta a demanda por atendimento médico nas unidades de saúde.

Pacientes que convivem com doenças respiratórias relatam piora dos sintomas quando há mudanças rápidas no clima, com episódios mais frequentes de falta de ar, cansaço e necessidade de uso de medicamentos ou inalação.

Atendimentos

Pais e responsáveis também têm procurado atendimento médico diante de sintomas respiratórios em crianças pequenas, como congestão nasal e dificuldades para respirar.

Profissionais de saúde orientam que, diante de sinais persistentes ou agravamento do quadro, a recomendação é buscar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados.

Mesmo com o aumento recente, os números registrados neste início de ano ainda são menores do que os observados no mesmo período do ano passado.

Prevenção

Especialistas destacam que a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção contra doenças respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e gestantes.

Entre as orientações estão manter a caderneta de vacinação atualizada, garantir alimentação adequada, incentivar o aleitamento materno quando possível e reforçar cuidados de higiene, como a lavagem frequente das mãos.

Outra recomendação é evitar que crianças com sintomas gripais frequentem creches ou escolas, reduzindo o risco de transmissão de vírus respiratórios.

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