Mudanças climáticas colocam em risco a saúde global e agravam doenças no Brasil
As recentes discussões na COP30, em Belém do Pará, trouxeram à tona a intrínseca relação entre o clima e a saúde. O cardiologista Fernando Nobre explora essa conexão vital, demonstrando como as alterações climáticas impactam diretamente o bem-estar da população.
O Impacto Direto das Mudanças Climáticas na Saúde
Ondas de calor, frio extremo, secas e chuvas intensas sobrecarregam os sistemas de saúde, inclusive o SUS. A falta de conexão entre as políticas públicas de saúde e meio ambiente agrava ainda mais a situação. Doenças graves como AVC, enxaqueca, Alzheimer, meningite, epilepsia e esclerose múltipla estão ligadas ao estresse térmico e à poluição do ar. Na Amazônia, a contaminação por metais pesados afeta grupos vulneráveis, expondo uma posição desconfortável do Brasil.
Desinformação e Negacionismo: Um Obstáculo à Saúde
A disseminação de desinformação e o negacionismo em relação às mudanças climáticas dificultam a implementação de soluções. A tragédia climática no Rio Grande do Sul, com o aumento de doenças infecciosas e transtornos mentais, é um exemplo recente dos impactos. A poluição atmosférica intensificada por queimadas e emissões industriais afeta crianças e idosos, aumentando os casos de doenças respiratórias. O climatologista Carlos Nobre compara a emergência climática à crise sanitária da COVID-19.
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A Urgência de Ações Coordenadas
O aumento da temperatura global já ultrapassou o limite de 1,5 graus definido no Acordo de Paris, impactando o sistema cardiorrespiratório, especialmente em idosos, crianças, gestantes e pessoas com baixa imunidade. Enfrentar as mudanças climáticas exige ações urgentes e coordenadas, sem sectarismos ou partidarismos. A não-atenção a essa questão pode resultar em bilhões de mortes em todo o planeta.
A gravidade do tema exige seriedade e colaboração para mitigar os efeitos das mudanças climáticas na saúde global.



