Economista Pedro Nascimento acredita que o álcool será mais atrativo e que o Governo deve fomentar os biocombustíveis
A cobrança de impostos federais sobre combustíveis retornou a partir de hoje, com impacto diferenciado sobre gasolina e etanol. Segundo informações iniciais, a gasolina terá um aumento de 47 centavos por litro e o etanol de 2 centavos, considerando os preços nas refinarias. A contribuição de intervenção no domínio econômico (Acid) permanece zerada.
Impacto Regional na Produção de Etanol
Para regiões produtoras de etanol, como as grandes áreas canavieiras, a diferença na tributação entre gasolina e etanol é significativa. O pequeno aumento no etanol (2 centavos) comparado ao da gasolina (47 centavos) pode incentivar a escolha do etanol por consumidores com veículos flex, impulsionando a demanda e a produção regional. Essa estratégia governamental visa priorizar o biocombustível como fonte de energia renovável.
Efeitos Econômicos e Inflacionários
O retorno dos impostos causará um aumento na inflação a curto prazo, uma vez que o setor de combustíveis representa de 20% a 24% do índice oficial de preços. O governo busca minimizar esse impacto com a redução do preço do combustível adquirido pela Petrobras. Embora haja um aumento de preços nos postos, devido a estoques comprados anteriormente, espera-se que o impacto seja menor do que em momentos de alta do preço internacional do petróleo.
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Perspectivas para o Consumidor
A expectativa é que o menor aumento no preço do etanol beneficie o consumidor, principalmente aqueles com veículos leves. No entanto, o aumento nos combustíveis poderá ser repassado para outros produtos, como o transporte de alimentos. Apesar disso, a situação atual é considerada menos crítica do que em períodos anteriores com preços internacionais do petróleo muito elevados.



