Onda de demissões já ocorre nos Estados Unidos e pode chegar no Brasil em breve; ouça no ‘Emprego e Oportunidades’
As mudanças no mercado de trabalho após a pandemia do novo coronavírus são mais profundas do que se imagina. Um fenômeno crescente é a onda de demissões voluntárias, com trabalhadores buscando novas oportunidades e priorizando qualidade de vida e bem-estar.
O trabalhador no comando: novas prioridades
Estudos demonstram uma mudança significativa nos valores dos trabalhadores. Uma pesquisa com 36 mil entrevistados apontou que a maior preocupação é a perda de emprego, enquanto outros levantamentos mostram que a busca por propósito, flexibilidade e melhor qualidade de vida estão superando a prioridade por altos salários e benefícios tradicionais. Profissionais estão dispostos a aceitar salários menores em troca de jornadas de trabalho mais curtas e equilibradas.
Impacto nos negócios e estratégias de RH
Esse movimento impacta diretamente as empresas. Um levantamento com empresas do agronegócio brasileiro revelou que 60% dos desligamentos em 2021 foram por iniciativa dos empregados, gerando custos significativos que vão além das indenizações, incluindo recrutamento, seleção e treinamento de novos funcionários. A pesquisa indica também que a maioria dos desligamentos envolve profissionais com pouco tempo de casa, sugerindo falhas nos processos de integração e engajamento. As empresas precisam se adaptar, focando no que os empregados querem e precisam, buscando flexibilidade e equilíbrio entre produtividade e bem-estar.
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Adaptando-se ao novo cenário
A pandemia acelerou uma mudança de paradigma no mercado de trabalho. As empresas precisam entender que a busca por propósito, flexibilidade e bem-estar são fatores cruciais para atrair e reter talentos. Priorizar a saúde física e mental dos colaboradores, além de oferecer oportunidades de crescimento e desenvolvimento, é fundamental para construir um ambiente de trabalho mais engajador e produtivo. A capacidade de adaptação e a compreensão das novas prioridades dos trabalhadores serão determinantes para o sucesso das organizações no futuro.