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Muitas mulheres agredidas pro companheiros seguem ao lado deles

Assistente social Regina Brito conversou com a CBN Ribeirão
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Assistente social Regina Brito conversou com a CBN Ribeirão

Assistente social Regina Brito conversou com a CBN Ribeirão

Um caso trágico envolvendo violência doméstica chocou a comunidade recentemente, com a prisão de uma mulher acusada de matar o marido. Para entender melhor a complexidade dessa situação, conversamos com Regina Brito, assistente social e diretora do Centro de Atenção à Vida (Ciavidas), uma instituição que oferece suporte a vítimas de violência doméstica e sexual.

O Ciclo Vicioso da Violência

Regina Brito destaca que este é mais um caso lamentável em que a mulher,exaurida pela violência contínua, tomou uma atitude drástica. Ela ressalta a importância do diálogo na resolução de conflitos, especialmente quando há o uso de álcool ou drogas envolvido. Muitas mulheres acreditam na possibilidade de mudança do parceiro e buscam romper com a violência, não com o relacionamento em si. Essa crença as torna vulneráveis, levando a situações extremas como a que presenciamos.

A Realidade do Atendimento e a Lei Maria da Penha

A assistente social relata que casos semelhantes são comuns no Ciavidas, mencionando um caso em que a mulher não consegue se libertar do ciclo de violência. Mesmo com a proteção da Lei Maria da Penha, o agressor desrespeita as determinações judiciais, invadindo a residência da vítima. Regina Brito enfatiza a necessidade de fortalecer essas mulheres, capacitando-as a romper com a violência.

Recursos e Apoio Disponíveis

Regina Brito informa que diversos serviços estão disponíveis para auxiliar as vítimas, incluindo a Secretaria Municipal da Assistência Social, a Coordenadoria da Mulher e o próprio Ciavidas, que atua desde 2000. O Ciavidas oferece apoio psicossocial, mas é fundamental que a mulher participe ativamente e se engaje no processo para fortalecer sua situação.

O Ciavidas funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Rua Elísio Riherme, 892. O telefone para contato é 3610-2282.

É crucial que a sociedade se mobilize para oferecer suporte e recursos às vítimas de violência doméstica, a fim de evitar que tragédias como essa se repitam.

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