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‘Muito provavelmente já está circulando em Ribeirão Preto’, diz pesquisador sobre a nova cepa do coronavírus

Rodrigo Stabeli afirma que novas mutações dessa vírus podem interferir na eficácia das vacinas
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Rodrigo Stabeli afirma que novas mutações dessa vírus podem interferir na eficácia das vacinas

Rodrigo Stabeli afirma que novas mutações dessa vírus podem interferir na eficácia das vacinas

O Brasil enfrenta um novo desafio na luta contra a pandemia de Covid-19: a disseminação de novas variantes do coronavírus. De acordo com declarações do ex-ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta, há risco de um aumento significativo de casos com a chegada de uma nova variante, já presente em São Paulo e, segundo especialistas, em breve também no interior do estado.

Nova Variante e seus Impactos

Uma nova linhagem do coronavírus, identificada como B.1.1.28 (ou P.1), tem causado preocupação. Embora ainda não se saiba com certeza se essa variante é mais infecciosa ou letal que as anteriores, estudos indicam que ela é a mais frequente em Manaus e Rondônia, e sua presença já foi confirmada em outras regiões do país. A Fiocruz monitora a situação e destaca a importância da vigilância genômica para rastrear a evolução do vírus.

A Importância da Vacinação e das Medidas Preventivas

A pesquisador Rodrigo Stabili, diretor da Fiocruz, alerta para a possibilidade de mutações que possam interferir na eficácia das vacinas. Ele enfatiza a necessidade de manter as medidas preventivas, como o uso de máscara e o distanciamento social, para evitar a proliferação do vírus e a ocorrência de novas mutações. A lentidão na vacinação em massa, devido a problemas de planejamento e diplomacia internacional, também é um fator preocupante, segundo Stabili. A falta de insumos e a demora na assinatura de contratos para a aquisição de vacinas comprometem a imunização da população brasileira.

Cenário Atual e Perspectivas

Em Ribeirão Preto, o aumento de casos de Covid-19 tem levado a um aumento na demanda por leitos de UTI, apesar do acréscimo recente de 30 novas vagas. A alta ocupação dos leitos (80%) demonstra a persistência da alta transmissão do vírus na região. A situação exige que a população redobre os cuidados, adotando medidas de proteção individual e coletiva, enquanto aguarda a ampliação da cobertura vacinal. A falta de profissionais de saúde, devido à exaustão causada pela longa duração da pandemia, também agrava a situação.

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