Após sentir fortes dores, gestante foi atendida e, após avaliação, liberada; quatro dias depois, a criança morreu
Uma mulher relata negligência médica durante o pré-natal e parto de seu bebê no Hospital H.C., em Ribeirão Preto. Segundo o relato, a gestante, com 41 semanas, recebeu diagnósticos conflitantes em consultas realizadas no dia 1º de dezembro.
Diagnósticos Conflitantes e Atraso no Parto
Em uma primeira consulta, um cardiotocograma revelou batimentos cardíacos fetais baixos, levando a uma segunda avaliação. Nesta segunda consulta, a médica detectou sofrimento fetal, indicando a necessidade de parto imediato. Entretanto, em uma terceira consulta com uma médica diferente, apesar da observação de batimentos cardíacos acelerados e sinais de sofrimento fetal (como o cordão umbilical enrolado no pescoço), a paciente foi liberada e o parto agendado para o dia 7 de dezembro.
Sofrimento Fetal e Parto Induzido
Após o fim de semana, a mulher sentiu fortes dores e retornou ao hospital na segunda-feira. A médica que havia inicialmente diagnosticado a necessidade de parto se lembrou do caso e constatou o sofrimento fetal, com o bebê engasgando com líquido amniótico e o cordão umbilical em volta do pescoço. Um parto normal foi induzido, e após o nascimento, uma das médicas admitiu o erro no diagnóstico e no atraso do procedimento.
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Investigação e Processo
O pai da criança registrou um boletim de ocorrência por negligência médica e pretende processar o hospital. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) irá investigar o caso, conforme declaração do conselheiro Eduardo Luiz Bin. A família busca justiça e prevenção de casos semelhantes, lamentando o sofrimento desnecessário da mãe e do bebê. O relato destaca a importância da atenção médica adequada durante a gestação e parto, para garantir a segurança da mãe e do recém-nascido.



