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Mulher alega sofrer de ‘Borderline’ para justificar agressão à babá, na Bahia

Saiba mais sobre esse transtorno com a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'
Borderline agressão babá
Saiba mais sobre esse transtorno com a psicóloga Danielle Zeoti na coluna 'CBN Comportamento'

Saiba mais sobre esse transtorno com a psicóloga Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’

O caso de uma mulher investigada por violência doméstica contra uma babá que pulou do terceiro andar de um prédio em Salvador para escapar de agressões reacendeu o debate sobre o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB).

O que é Transtorno de Personalidade?

A personalidade é o jeito de ser de uma pessoa, construída desde a vida intrauterina até os 18 anos. É como um piano: a estrutura da personalidade seriam as teclas, e o funcionamento, a música tocada. Um transtorno de personalidade ocorre quando a estrutura (as teclas) está danificada, resultando em um padrão de comportamento disfuncional. Não há cura, mas sim controle dos sintomas através de terapia e medicação, que visa tratar os sintomas e não a personalidade em si.

Características do Transtorno Borderline de Personalidade

O TPB se caracteriza por instabilidade emocional intensa, relacionamentos intensos e instáveis, impulsividade, humor lábil, baixa autoestima, ideação suicida crônica e comportamentos de automutilação e heteroagressão. É um transtorno complexo que varia em gravidade, desde casos mais leves até os mais graves, próximos ao espectro psicótico. É importante ressaltar que o TPB não justifica atos de violência, mas pode aumentar o risco de comportamentos agressivos.

Transtorno Borderline x Transtorno Bipolar

Muitas pessoas confundem o TPB com o Transtorno Bipolar. A principal diferença é que o TPB é um transtorno de personalidade, enquanto o transtorno bipolar é um transtorno do humor, caracterizado por fases de depressão e mania que duram pelo menos dois meses. Ninguém nasce com nenhum desses transtornos; ambos se desenvolvem ao longo da vida.

O caso que motivou este debate destaca a importância de se entender o TPB. Embora possa haver um risco aumentado de comportamentos agressivos em pessoas com TPB, a violência é inaceitável e deve ser responsabilizada. A compreensão do transtorno contribui para um tratamento mais eficaz e para desmistificar a doença, evitando generalizações e estigmas.

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