Vídeo divulgado pelo próprio estabelecimento mostra o suposto assediador fugindo pelos fundos do restaurante
A Delegacia de Defesa da Mulher abriu investigação após uma denúncia de importunação sexual registrada por uma cliente de uma churrascaria da cidade. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima afirmou que um garçom a seguiu até o banheiro, tirou fotos íntimas dentro da cabine e fugiu do estabelecimento em seguida.
Imagens e material apreendido
A própria churrascaria forneceu imagens das câmeras de segurança que mostram a mulher entrando no banheiro e, minutos depois, o garçom com um celular na mão entrando no local. As imagens registram o funcionário saindo do banheiro ainda mexendo no aparelho e, em seguida, fugindo pelo portão dos fundos antes da chegada da polícia.
No boletim consta que, ao verificar o celular do suspeito, a vítima encontrou fotos e vídeos de diversas mulheres em situação semelhante, todos aparentemente registrados no mesmo estabelecimento, na zona sul da cidade. O suspeito foi identificado como Eleôncio Nascimento, de 38 anos, e ainda não foi localizado pelas autoridades.
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Posições do estabelecimento e relatos de testemunhas
A denunciante afirmou que os funcionários não impediram a saída do garçom até a chegada da polícia. A direção do restaurante, por sua vez, informou que os registros de segurança mostram a abordagem de outros empregados e do segurança no momento da ocorrência. Marcelo Henrique Monteiro, empresário ligado ao local, disse que está colaborando com as investigações e afirmou que o garçom estava em período de experiência, no quinto dia de trabalho.
Segundo a gerência, houve tentativa de isolar o suspeito, mas ele conseguiu pular o portão dos fundos. A empresa também informou que está revisando imagens de diferentes câmeras para verificar eventuais padrões de comportamento.
Investigação e amparo legal
A Polícia Civil registrou o caso como crime de importunação sexual e informou que, se outras vítimas forem identificadas durante a apuração, serão chamadas a depor. A advogada Jessica Carolini Nozé, da Comissão de Direitos das Mulheres da UAB, destacou que o flagrante pode resultar na prisão do suspeito, com pena prevista de um a cinco anos, além de reforçar a importância da denúncia para prevenir novos casos.
Desde o fim do ano passado, a lei que instituiu o protocolo conhecido como “Não é Não” determina que estabelecimentos como bares e restaurantes tenham pelo menos uma pessoa capacitada para acolher vítimas, conter e afastar o agressor e comunicar imediatamente as autoridades policiais.
O caso segue sob investigação enquanto a polícia tenta localizar o suspeito e apurar se há outras vítimas ou registros similares.



