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Mulher descobre que teve filha trocada na Santa Casa de Sertãozinho 37 anos depois

Filha biológica entrou em contato com o hospital quando fez um teste de DNA e descobriu que seus pais eram de criação
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Filha biológica entrou em contato com o hospital quando fez um teste de DNA e descobriu que seus pais eram de criação

Filha biológica entrou em contato com o hospital quando fez um teste de DNA e descobriu que seus pais eram de criação

Após 37 anos, duas famílias de Sertãozinho, interior de São Paulo, tiveram suas vidas transformadas pela descoberta de que suas filhas foram trocadas ao nascer na Santa Casa da cidade. O caso, que lembra um enredo de filme, veio à tona em abril deste ano e expõe falhas graves no sistema de identificação de recém-nascidos da maternidade.

O Descobrimento e a Confirmação

A corretora de imóveis Maria Regina Dias do Nascimento deu à luz Taíza em 1º de dezembro de 1985. Sem pulseiras de identificação na época, Maria nunca desconfiou de nada. Em abril de 2023, no entanto, recebeu uma carta da Santa Casa convocando-a para uma videoconferência. Lá, recebeu a notícia que mudaria sua vida: havia a possibilidade de Taíza não ser sua filha biológica. Exames de DNA confirmaram a suspeita: Maria é mãe biológica de Tatiana Ribeiro, que havia descoberto em 2021, por meio de um exame de DNA, que não era filha de sua mãe registrada.

O Encontro e as Consequências

Tatiana, ao descobrir que não era filha de sua mãe registrada, iniciou uma busca pela sua verdadeira mãe biológica, utilizando os registros da Santa Casa. O encontro entre Maria Regina e Tatiana aconteceu no Dia das Mães deste ano. A descoberta trouxe à tona não apenas a troca das crianças, mas também revelou que Maria Regina é avó de três filhos de Tatiana. A família, que antes era composta por três pessoas, atrásra soma sete. A repercussão do caso é grande, e as famílias envolvidas pretendem processar o hospital.

Trauma e Implicações Legais

Este não é o primeiro caso de troca de bebês registrado na Santa Casa de Sertãozinho. Em 1995, o hospital já havia sido condenado a indenizar duas famílias em R$ 102 mil por situação semelhante. A descoberta de que suas filhas foram trocadas na maternidade gerou um trauma profundo para as quatro famílias envolvidas. Embora afirmem que ganharam novas famílias, o impacto emocional e psicológico da situação é inegável. O hospital, por sua vez, afirma que não comentará o caso, pois o processo está sob segredo de justiça.

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