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Mulher é condenada a 34 anos de prisão por matar uma gestante para ficar com o feto

Mirian Aparecida Siqueira, de 28 anos, foi considerada culpada, entre outros crimes, por homicídio triplamente qualificado
Prisão por matar gestante
Mirian Aparecida Siqueira, de 28 anos, foi considerada culpada, entre outros crimes, por homicídio triplamente qualificado

Mirian Aparecida Siqueira, de 28 anos, foi considerada culpada, entre outros crimes, por homicídio triplamente qualificado

Miriam, uma dona de casa de 28 anos, foi condenada a 34 anos e 6 meses de prisão pela morte de Valícia Fernandes de Jesus, uma adolescente grávida de 15 anos. O crime, ocorrido em outubro de 2016 em Pitangueiras, chocou a região e culminou em um julgamento que terminou na tarde de ontem.

O Crime e a Condenação

Miriam foi acusada de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e dissimulação), fraude processual e ocultação de cadáver. Ela atraiu Valícia para sua casa com a promessa de um sapatinho de bebê, simulando uma gravidez. Após o assassinato a facadas, Miriam escondeu o corpo da adolescente em um tambor no quintal e o feto morto no banheiro. A defesa de Miriam, representada pelo advogado Ilian Jimenez, informou que irá recorrer da sentença. Miriam deve retornar à Penitenciária de Três Marias.

O Julgamento e os Depoimentos

O julgamento, inicialmente previsto para as 9h30, começou por volta das 10h30. Um júri composto por seis mulheres e um homem ouviu os depoimentos, incluindo o da mãe de Valícia, que se mostrou bastante emocionada. O marido de Miriam relatou ter encontrado a esposa visivelmente nervosa após o crime, e a própria Miriam confessou ter esfaqueado a adolescente após uma discussão. A polícia precisou usar bombas de efeito moral e efetuar disparos para evitar o linchamento de Miriam na delegacia após sua prisão.

A Perspectiva do Ministério Público

Para o promotor Leonardo Bellini, a sentença foi satisfatória, embora tenha considerado que as penas poderiam ter sido maiores, especialmente para os crimes de ocultação de cadáver, fraude processual e aborto. A promotoria denunciou Miriam por homicídio com quatro agravantes: simulação, meio cruel, motivo torpe (retirar o feto) e assegurar a execução de outro delito (roubar a criança). A acusada também foi denunciada por aborto provocado sem consentimento da mãe e modificação da cena do crime.

O caso destaca a brutalidade do crime e o sofrimento da família de Valícia. A sentença, embora longa, não apaga a dor da perda e a gravidade dos atos cometidos por Miriam.

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