Filho do casal teria golpeado o pai na cabeça com uma frigideira e chamou a Polícia; homem está internado sob escolta
Uma mulher de 55 anos foi morta a facadas em sua casa, localizada no centro de Jardinópolis. O principal suspeito do crime é o marido da vítima, um homem de 57 anos que foi preso em flagrante e permanece internado sob escolta policial. A prisão temporária do suspeito já foi decretada pela justiça.
Ação da Polícia e o Papel do Filho
A Polícia Militar foi acionada pelo filho do casal, um jovem de 27 anos com deficiência intelectual. Ele relatou que o pai estava ameaçando a mãe com uma faca durante uma discussão. O próprio marido, posteriormente, ligou para a polícia, alegando que ele e a esposa estavam feridos e precisavam de atendimento médico. Ao chegar à residência, os policiais encontraram a porta trancada com cadeado e tiveram que arrombá-la, pois o filho, nervoso, não conseguia abrir a porta. A vítima e o suspeito foram encontrados na cozinha, feridos e cobertos de sangue. O filho, em uma tentativa de defender a mãe, teria golpeado a cabeça do pai com uma frigideira.
Investigação e Consequências
O casal foi levado para atendimento médico, mas a mulher não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. O marido segue internado sob escolta policial. Três facas e uma frigideira sujas de sangue foram apreendidas como evidências. A perícia nos objetos e no local do crime estava prevista para o dia seguinte. O caso foi registrado como feminicídio na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto, uma vez que Jardinópolis não possui plantão policial. A advogada especialista em defesa da mulher, Dra. Nájila Ferraz, comentou sobre a falta de políticas públicas eficazes para prevenir e combater a violência contra a mulher, destacando a banalização desse tipo de crime na sociedade.
Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo apontam um número alarmante de feminicídios no interior do estado. De janeiro a novembro do ano passado, foram registrados 95 casos. A especialista reforça a necessidade de ações mais efetivas, tanto no combate à violência já ocorrida quanto na prevenção de novos crimes. A recorrência de casos de feminicídio demonstra a urgência de políticas públicas mais eficazes e uma mudança de postura da sociedade, que precisa se mostrar mais indignada e menos tolerante com esse tipo de violência.



