CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mulher esfaqueada pelo ex-marido revela que também era estuprada pelo engenheiro

Amanda Ramazini, de 31 anos, teve alta nesta quinta (24) depois de sofrer pelo menos 20 facadas; ela falou sobre o que passou
Mulher esfaqueada pelo ex-marido revela que
Amanda Ramazini, de 31 anos, teve alta nesta quinta (24) depois de sofrer pelo menos 20 facadas; ela falou sobre o que passou

Amanda Ramazini, de 31 anos, teve alta nesta quinta (24) depois de sofrer pelo menos 20 facadas; ela falou sobre o que passou

Amanda Ramazine, de 31 anos, Mulher esfaqueada pelo ex-marido revela que também era estuprada pelo engenheiro, recebeu alta médica na manhã desta quinta-feira após ser esfaqueada pelo ex-marido em Franca, interior de São Paulo. Ela estava internada em um hospital particular da cidade e atrásra segue para Ribeirão Preto, onde ficará na casa de familiares para continuar a recuperação.

A mulher sofreu 20 facadas, que resultaram em perfuração no pulmão, um corte profundo na cabeça e um ferimento grave no pulso, que causou o rompimento de um tendão. Além disso, a placenta de Amanda foi deslocada durante o ataque, mas felizmente o bebê que ela espera não corre risco. Amanda está grávida e enfrenta dificuldades para respirar devido à lesão no pulmão. Ela também precisará passar por uma cirurgia para tratar o tendão rompido no pulso.

O agressor é Luís Fernando Silveira, engenheiro civil e ex-marido de Amanda. O casal tinha um relacionamento de nove anos. A filha de um ano de Amanda e a mãe dela também foram atacadas no mesmo episódio, mas ambas já receberam alta médica.

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quinta-feira, Amanda, visivelmente abalada e em estado de choque, relatou as agressões sofridas durante o relacionamento. Ela afirmou que além da violência física e verbal, também foi vítima de estupro pelo ex-marido.

“Eu acho que muitas vezes quando a gente está dentro de um relacionamento, a gente não percebe a questão do estupro também, sabe? E a gente acha que a gente tem que fazer o que tem que ser feito dentro do casamento. E além de toda a dor que eu já vinha passando, ser vista como uma pessoa estuprada pelo próprio marido”, disse Amanda.

Ela ressaltou o impacto emocional do ataque e a dificuldade de lidar com a situação, especialmente por se tratar do pai dos seus filhos. Amanda está atualmente ao lado dos filhos, buscando apoio para se recuperar do trauma.

O filho mais velho de Amanda foi informado sobre o ocorrido com auxílio da equipe hospitalar, que ajudou a explicar a situação para a criança, que já tem entendimento sobre o que aconteceu.

As autoridades locais continuam investigando o caso. Não foram divulgados detalhes sobre a prisão ou situação legal do agressor até o momento.

Detalhes do ataque: O ataque ocorreu em Franca, onde Amanda estava residindo. Ela foi esfaqueada 20 vezes, sofrendo ferimentos graves que exigiram internação imediata. A gravidade dos ferimentos inclui perfuração pulmonar e lesão no tendão do pulso, além de um corte na cabeça.

Consequências para a vítima: Amanda enfrenta dificuldades respiratórias devido à perfuração no pulmão e precisará de cirurgia no pulso. Apesar do deslocamento da placenta, o bebê que ela espera não foi afetado. A recuperação será feita em Ribeirão Preto, na casa de familiares.

Contexto do relacionamento: A mulher relatou que o relacionamento de nove anos com o ex-marido foi marcado por agressões verbais, físicas e estupro. Ela destacou a dificuldade de reconhecer o estupro dentro do casamento, um aspecto pouco discutido socialmente.

Repercussão e apoio: Amanda e sua mãe já receberam alta e concederam entrevista coletiva, onde Amanda demonstrou o impacto emocional do ataque. O filho mais velho recebeu apoio para entender a situação. O caso segue sob investigação pelas autoridades locais.

Entenda melhor

Casos de violência doméstica envolvendo agressões físicas e sexuais dentro do casamento são frequentemente subnotificados devido ao medo e à dificuldade das vítimas em reconhecerem a violência. A legislação brasileira prevê medidas protetivas para mulheres vítimas de violência doméstica, incluindo a Lei Maria da Penha, que busca coibir e punir esses crimes.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.