Ouça a coluna ‘CBN Cinema’ com Marcos de Castro
Mulher-Maravilha 1984: Uma análise do filme mais aguardado do ano
Entre amor e ódio: a recepção controversa
Lançado em um ano atípico, Mulher-Maravilha 1984 gerou expectativas e debates acalorados. A releitura das histórias em quadrinhos, que em alguns momentos reforça o empoderamento feminino, também causou desconforto em parte do público, quando comparado a outros filmes do gênero.
A heroína como antídoto à violência
Criada em 1941, a Mulher-Maravilha foi concebida como uma heroína que transcende a força bruta, tão comum no universo dos super-heróis. Diana, apesar de seus poderes, utiliza o altruísmo, a empatia e o amor como armas principais. O filme se apresenta como um respiro em meio à violência, mostrando que o mundo dos super-heróis pode, sim, ser repleto de ternura.
Sucesso em tempos de pandemia
Estreando em um ano marcado pela pandemia, o longa trouxe uma mensagem de esperança. A decisão de lançá-lo em 2020, mesmo com as salas de cinema funcionando de forma limitada, demonstra a ousadia da Warner e da DC. Com cerca de 90 milhões de dólares arrecadados mundialmente, o filme já se configura um sucesso, mesmo em um cenário desafiador. A produção, com duração de 2h31min, traz a década de 1980 como cenário, utilizando elementos visuais e musicais da época, tendência já popular em produções de grande escala. A direção de Patty Jenkins, responsável também pelo primeiro filme e pelo terceiro já anunciado, garante uma continuidade e uma familiaridade com a personagem, explorando ainda mais seu universo.
Em suma, Mulher-Maravilha 1984 se destaca como uma experiência cinematográfica completa, capaz de emocionar, divertir e proporcionar reflexões. Apesar das polêmicas, o filme cumpre seu objetivo de entreter e, principalmente, de oferecer uma mensagem positiva em um ano tão difícil.



