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‘Mulher no volante, perigo constante’? Errado! Estatísticas mostram que elas são melhores condutoras

No Brasil, um terço dos condutores de veículos é mulher; índices mostram que elas são mais cautelosas que os homens
Mulher no volante
No Brasil, um terço dos condutores de veículos é mulher; índices mostram que elas são mais cautelosas que os homens

No Brasil, um terço dos condutores de veículos é mulher; índices mostram que elas são mais cautelosas que os homens

Na coluna Direção Preventiva, o advogado especialista em trânsito Dr. Demar Padrão afirmou que estatísticas oficiais e estudos sociológicos indicam que as mulheres têm comportamento mais prudente no trânsito brasileiro. Em entrevista ao apresentador Gláucio, ele destacou números e possíveis implicações para políticas públicas e formação de condutores.

Dados e discrepâncias nas estatísticas

Segundo Dr. Demar, as mulheres correspondem a aproximadamente um terço dos condutores no país, mas representam menos de 8% das vítimas fatais em acidentes de trânsito. “Mesmo levando em conta a proporção de condutoras, a participação feminina em casos mais graves continua bem inferior à masculina”, disse o especialista. Ele lembrou ainda que relatórios oficiais mostram menor envolvimento de mulheres em sinistros quando comparadas aos homens.

Prudência, inteligência emocional e formação

O entrevistado atribui a diferença de desempenho no trânsito não à capacidade técnica — pois o curso de formação é o mesmo para ambos os sexos —, mas a fatores comportamentais: educação familiar, socialização e inteligência emocional. “A mulher, estatisticamente, é mais prudente, mede melhor as situações de risco e age com mais cautela”, afirmou. Dr. Demar reforçou que, em segurança viária, a consciência e a prudência podem ser mais determinantes do que a perícia ao volante.

Impactos para políticas públicas e futuro da formação

Dr. Demar mencionou que a Resolução 1.014 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 2024, passa a usar parâmetros que consideram indicadores de segurança para reduzir acidentes. “Há um estudo em curso para entender por que as condutoras obtêm melhores resultados e como esse comportamento pode orientar políticas públicas”, explicou. Ele sugeriu que as práticas observadas entre mulheres possam servir de referência para aprimorar a formação de todos os condutores e, assim, contribuir para a redução dos índices de sinistralidade.

Ao concluir a conversa, o advogado ressaltou que reconhecer as diferenças estatísticas não desmerece a habilidade de muitos motoristas homens, mas aponta caminhos para uma cultura de trânsito mais segura, com base em prudência e responsabilidade.

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