Pesquisador Rodrigo Stabeli traz detalhes do estudo e o seu impacto nos métodos de tratamento do coronavírus
Pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) obtiveram sucesso no tratamento de uma paciente adulta com doença imunológica rara e Covid longa utilizando leite materno. A paciente, imunossuprimida e com o vírus presente no organismo há 120 dias, apresentou resultado negativo para o coronavírus uma semana após iniciar a ingestão de 30ml de leite materno a cada três horas.
Tratamento Inovador com Leite Materno
O tratamento inusitado surgiu da observação de um estudo americano que apontou a presença de anticorpos contra o coronavírus no leite de mulheres vacinadas com a Pfizer. A paciente, que já havia sido submetida a transfusão de plasma sem sucesso, recebeu leite materno de doadoras vacinadas. Os anticorpos presentes no leite, ingeridos pela paciente, eliminaram o vírus de seu organismo.
A Importância da Vacinação e o Potencial do Leite Materno
Rodrigo Stábili, pesquisador da Fiocruz e participante do estudo, destaca a importância da vacinação da Pfizer, que protege não só a mãe, mas também o bebê através do aleitamento materno. A pesquisa demonstra o potencial terapêutico do leite materno para pacientes com imunodeficiências, abrindo caminho para novas pesquisas e tratamentos. A viabilidade da aplicação em larga escala é discutida, considerando a existência de um amplo banco de leite materno no Brasil e a possibilidade de produção de anticorpos em laboratório.
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Perspectivas Futuras
O estudo demonstra a eficácia do uso de leite materno de doadoras vacinadas no combate à Covid longa em pacientes com doenças raras. As descobertas abrem portas para novas pesquisas e a possibilidade de desenvolvimento de medicamentos a partir dos anticorpos encontrados no leite, oferecendo esperança para o tratamento de casos semelhantes e contribuindo para o combate à Covid-19 longa.



