Rapaz passou a fazer transferências bancárias de R$ 10 centavos com recados, pois tinha sido bloqueado nas redes sociais
Uma jovem procurou a delegacia eletrônica e registrou ocorrência na madrugada desta segunda-feira relatando que vem sendo perturbada por mensagens enviadas por meio de transferências via Pix. Segundo o boletim, a vítima contou que manteve um relacionamento considerado tóxico, no qual sofreu abuso psicológico. Após o término, bloqueou a outra parte nas redes sociais, mas passou a receber pequenos envios de dinheiro acompanhados de mensagens invasivas.
Modo de atuação e relatos
De acordo com a jovem, as transferências têm valores simbólicos — citou-se até pagamentos de dez centavos — utilizados pelo autor para driblar bloqueios e continuar o assédio. A prática, além de gerar desconforto, provocou aumento de ansiedade e reviveu traumas decorrentes da relação anterior.
Classificação do caso e investigação
O registro foi classificado, por enquanto, como não criminal pela polícia civil, que informa ter poucas medidas imediatas diante dessa tipificação. Ainda assim, a delegacia tenta identificar o responsável pelas transferências e avaliar caminhos legais para coibir as mensagens enviadas via Pix.
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Repercussão e considerações
Especialistas e autoridades ponderam que o uso de meios eletrônicos para perseguição pode configurar importunação ou ameaça, dependendo do teor e da persistência das mensagens. Familiares e profissionais de saúde mental recomendam que vítimas de assédio documentem as ocorrências e busquem orientação jurídica e apoio psicológico.
A investigação segue em andamento, enquanto a jovem aguarda que as diligências identifiquem o autor e que as medidas adotadas pela polícia interrompam o comportamento invasivo.



