Mãe do menino Arthur, de dois anos, que sofre de microcefalia, afirma que os recursos arrecadados não estão sendo repassados
Doações questionadas
A mãe de Arthur, de dois anos, Ana-Luís Aferreira de Faria, afirma que a ONG Comeia, que recebia doações para ajudar seu filho com problemas de saúde, não repassava todo o dinheiro arrecadado. Segundo Ana-Luís, apesar de receber alguns valores, a quantia era insuficiente para suprir as necessidades do menino, que nasceu com má formação no cérebro e precisa de cuidados especiais. Após um ano de cadastro na ONG, a mãe decidiu desvincular o filho da entidade e procurar outra organização, a SOS Vidas, para obter assistência.
Desvinculação e novas dificuldades
A decisão de Ana-Luís causou problemas. Dois meses após a desvinculação, a família percebeu que muitas pessoas, ao serem contatadas para doações, alegavam já ter contribuído para Arthur através da ONG Comeia. Talita Parecida de Souza, presidente da SOS Vidas, explica que a grande visibilidade do caso de Arthur dificulta a captação de recursos para suprir suas necessidades, uma vez que muitas pessoas acreditam já ter doado.
Ações judiciais
O advogado da família, Fabrício Nascimento de Pina, afirma que, além do boletim de ocorrência registrado, a família pretende entrar com uma ação indenizatória contra a ONG Comeia por uso de imagem e falta de repasse das doações. A presidente da ONG Comeia, Teresinha de Jesus Chagas, nega as acusações e afirma que irá comprovar na justiça que todos os recursos foram repassados para Arthur, alegando que a mãe do menino está sendo influenciada a mentir para favorecer a outra ONG.
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A situação de Arthur destaca a importância da transparência e prestação de contas em organizações que trabalham com doações, garantindo que os recursos cheguem efetivamente àqueles que precisam. A disputa judicial em curso promete trazer mais detalhes sobre o caso e esclarecer as acusações feitas contra a ONG Comeia.



