Shirley Borges foi presa em flagrante, mas foi liberada após audiência; ela não pode deixar a cidade por mais de 15 dias
Aposentada suspeita de racismo contra estagiária em Ribeirão Preto pode ser presa
O caso
Uma aposentada de 55 anos, Sheila Ibezerra Borges, foi detida após ser acusada de injúria racial contra uma estagiária de 19 anos em uma agência bancária de Ribeirão Preto. A estagiária foi chamada de “macaca” pela suspeita, que se irritou com o tempo de atendimento. A balconista Luciana Santos, que testemunhou o ocorrido, relatou o incidente à polícia. Segundo Luciana, a vítima ficou sem reação ao insulto racista.
A prisão e a audiência de custódia
Sheila foi presa em flagrante, mas liberada em audiência de custódia. Ela está proibida de deixar a cidade por mais de 15 dias e precisa se apresentar mensalmente à Justiça. Seu advogado, João Pedro Silvestrine, explicou que a liberação na audiência de custódia não impede uma possível prisão preventiva futuramente, caso o Ministério Público peça. A liberdade provisória está condicionada ao cumprimento de medidas cautelares; a violação de qualquer uma delas pode resultar em prisão preventiva.
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Consequências e posicionamento do banco
O advogado afirma que, em caso de condenação, a pena não poderá ser convertida em prestação de serviços comunitários, devido a uma alteração na lei em 2023 que equiparou o crime de injúria racial ao de racismo, com pena de até cinco anos de reclusão. Além da pena de prisão, Sheila poderá ter que pagar indenização à vítima. O banco envolvido lamentou o ocorrido, afirmou ter prestado assistência à funcionária e repudiou qualquer tipo de discriminação.
O caso destaca a importância da denúncia e do combate ao racismo. A ação da testemunha e a repercussão do evento demonstram a necessidade de se combater ativamente esse tipo de crime, para que situações como essa não se repitam. A justiça seguirá seu curso, e a espera pela sentença judicial servirá como um alerta para a sociedade.



